Sem bolas na língua.

~ Aconteceu em Ponta Negra ~

Enquanto seu parceiro de trabalho empurrava com empenho o seu carrinho, o egrégio Bola — do Crepe do Bola — perseguia um grupo de estrangeiros semi-albinos pelas areias escaldantes da maré vazia enquanto tentava oferecer seu produto com sotaque globalizado.

Acontece que, a articulação utilizada na letra R da palavra “crepe”, a fim de agregar uma sonoridade importada à pronúncia, acabou fazendo com que a expressão repetida com afinco pelo sagaz Bola se assemelhasse bastante ao impropério de origem inglesa “CRAP”.

Não sei se o Bola chegou à mesma conclusão que eu. Mas, pela expressão facial dos gringos, eles provavelmente eram de origem anglo-saxônica.