Isso, Não se Diz.

~Aconteceu em Ponta Negra ~

Imagem meramente ilustrativa. Como não consegui uma nova foto do Não de Diz, vai essa do cachorro de banco de imagem mesmo.

Não se Diz arregaçava — como diz o matuto — um quenga de coco — como diz outro matuto — utilizando os dentes com uma voracidade que não condiz com o seu tamanho. Eu observava a tudo, interessado, enquanto degustava um parente dele. Digo, não do Não se Diz. Do coco.

Não se Diz, dizem, faz coisas indizíveis enquanto seu dono faz hemodiálise com garrafas de 51 no sopé de Bald’s Hill.

Ouvi dizer que uma vez Não se Diz perseguiu Poseidon — um dito hippie de cabelos e barbas brancas, mas sem um tridente que não seja chiclete — pela grande faixa de areia da maré baixa, deixando para trás um rastro de missangas, bitucas, guimbas e piubas.

Quando ele está serenamente dormindo sobre as Havaianas desgarradas dos ébrios incautos que tentaram chutá-lo ao serem abordados com latidas, não tem quem diga o quão astuto é o Não se Diz.

Opa. Chinela errada.

Porra, Não se Diz! Disse o dono do Não se Diz.

PORRA

PORRA

PORRA

Eu digo o que eu quiser!

Retrucou o amigo do dono do Não se Diz.

Não se Diz, com todo seu carisma, foi o epicentro de um embate com armas brancas fadado à tragédia.

Quem diria!