Internet das Coisas: Entre ou feche as portas

Não pretendo ser nenhum guru ou apocalíptico mas como profissional de planejamento estratégico digital, eu tenho 3 pilares a ser estudado diariamente: Consumidor, Pesquisas e Inovação. Quanto você soma os 3 pilares, Internet das Coisas é um dos primeiros resultados que aparece na mente. E não estou falando apenas da geladeira que acessa a internet, desculpem, mas isso eu ouço desde 2007 e nunca vi uma — que não em eventos de tecnologia — o que mostra o quanto o Brasil está atrasado. Uma pena, pois tecnologia, criatividade, pessoas e dinheiro estão disponíveis, falta, talvez, um pouco de força de vontade ou peito.

O que estamos falando são de iniciativas que interliguem diversos aplicativos e aparelhos via internet. A geladeira que acessa a internet é coisa do passado, vamos ir além. Internet das Coisas, para muitos, é a nova revolução da comunicação tal qual o rádio, tv e a internet foram em algum momento da historia da humanidade, nesse caso, eu acredito que estejam certos, pois, sem a menor dúvida, esse conceito tem tudo para transformar ainda mais como as pessoas vão consumir conteúdo, mídia e produtos através das conexões que ela proporciona.

Vamos a alguns pontos. Por exemplo, estou chegando em casa na 6a feira, depois de um longo dia de trabalho e aula. Sei que no dia seguinte, minha filha, de 6 anos, estará em casa, mas será que tem a bala, biscoito e suco que ela gosta? O sorvete ou Açai? Hoje, eu ligo para a minha esposa, ela me diz o que tem ou não tem, eu passo no supermercado, compro e chego em casa. No dia seguinte, quando a minha filha chegar na minha casa tem tudo o que ela quer para o final de semana todo que ficará comigo. Isso é algo comum certo? Mas, e se…

O armário da cozinha fosse conectado ao meu celular e na 5a feira me enviasse uma mensagem informando que a minha filha estaria em casa esse final de semana — uma vez que ela vai a cada 15 dias, isso já seria um padrão — e que um aparelho, algo como um iBeacon, tivesse feito uma varredura no armário e visto que tem apenas 1 das balinhas que minha filha come, mas o padrão é ela comer 3. Então a geladeira poderia me enviar uma mensagem informando que o suco dela acabou e que pelo mesmo padrão ela toma 5 caixinhas, por isso, preciso comprar, pois só tem uma. Então, nessa mensagem, viesse os links do supermercado online que eu mais compro, onde eu pudesse apenas dar um click no carrinho montado para a compra por 1 click, assim, na 6a feira, ao chegar em casa, as compras estivessem lá. Eu só precisei ver 2 mensagens e dar um OK na compra. E mais nada.

Falei uma situação, que hoje, é algo dos Jetsons, mas há 20 anos atrás tirar uma foto com uma câmera digital de um celular também era. Há 30 anos, comprar um livro na Amazon nos EUA era motivo de piada e hoje é comum. As empresas estão pensando nisso, a Microsoft tem feito algumas iniciativas, ainda mais quando você junta Omnichannel, Internet das Coisas e Realidade Virtual, as coisas tendem a ser ainda mais bacanas. E você vai esperar o que?

Felipe Morais é diretor da FM Consultoria em Planejamento e autor do livro Planejamento Estratégico Digital

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.