[Review] Survivor S32E09 “It’s Psychological Warfare”

I didn’t sabotage you, it’s the game! — Joseph Del Campo

Eu relutei para escrever sobre esse episódio pois cada vez que eu tento parar para analisar eu sinto que existe uma guerra psicológica acontecendo em minha cabeça que não me permite decidir até que ponto os acontecimentos desse episódio foram benéficos para seus articuladores ou não mas irei tentar.

Alguns evidentemente não foram, como o descontrole de Jason e, principalmente, Scot de bagunçar o acampamento. Tai não conta pois embora tenha entrado na brincadeira a edição fez questão de mostrar que ele não aprova a atitude, o que deixa ele muito mais com a imagem de alguém manipulável e fraco do que alguém realmente descontrolado.

Por mais que o que eles fizeram no acampamento tenha sido entretenimento puro e rendido a frase que abre essa review que pra mim é uma das melhores frases da temporada, vinda da pessoa mais inusitada, tudo que eu pude sentir enquanto assistia a cena era nojo. Quer dizer, uma coisa é esconder o machado e o facão na calada da noite, mas daí pegar a água da tribo e jogar na fogueira para apaga-la na frente de todos não é apenas de extrema infantilidade como também expõe toda uma falta de tato social necessário para ganhar o jogo.

Muitas outras coisas aconteceram nesse episódio, a favor e contra meus favoritismos e prefiro comenta-las enquanto analiso individualmente cada jogador, mas antes de ir a elas um momento de silêncio para essa que entre altos e baixos se tornou uma das participantes mais cativantes e divertidas da temporada: sentiremos saudades Debbie ❤

RANKING GERAL

  1. Michele

Como pontuei no ultimo episódio ela e a Julia foram as maiores beneficiadas pela eliminação do Nick, contudo ela estaria numa melhor posição por causa da edição. Muitos reviewers já colocam Michele no topo do ranking há alguns episódios mas na minha opinião só agora que ela alcançou esse status. Não bastasse a edição dessa semana ter sido a melhor que ela ganhou até agora, Cidney e Aubry falharam em articular todos os “e se” necessários para se manter numa posição segura e ainda que tenham conseguido se safar nesse episódio são as mais prováveis de sofrer com o iminente contra ataque do Jason e Scot com ou sem super ídolo. Michele alcança o topo não apenas pelos erros de suas aliadas mas também por se manter como alguém confiável no meio de várias sub-alianças. Dentro da aliança com Aubry e Cidney tanto uma quanto outra iriam preferir levar ela para final, dentro da aliança mulheres+Joe, ela é a que menos aborrece de ter eliminado a Debbie, além disso embora a Julia esteja se bandeando pro lado do Jason e Scot se ela for se manter fiel a alguém da aliança feminina essa pessoa será Michele.

Minha unica ressalva quanto a ela é que não teve papel decisivo até agora em nenhuma movimentação importante dentro do jogo e com exceção de alguns poucos jogadores ainda não sei dizer contra quem ela ganharia mais pontos do juri. No próximo episódio a aliança feminina vai precisar conquistar Julia e Tai se quiserem sobreviver sem mais nenhuma baixa, acredito que Michele será a grande articuladora por trás dos panos e é isso que irá garantir sua vitória, caso contrário terei que tirá-la dessa posição.

2. Aubry

Nesse episódio sua edição perdeu um pouco a característica de underdog e ganhou ares de jogadora agressiva, o que pode ser um bom indicativo para sua vitória. Ainda que a maioria dos questionamentos que eu levantei sobre ela no episódio passado tenham recebido respostas positivas para o seu jogo, um deles teve uma resposta que atrapalhou tudo nesse episódio e essa resposta atende pelo nome de Julia. Cabia a Aubry garantir que Cidney, Michele e Julia continuassem firmes na aliança feminina e ela falhou nisso, ela não conseguiu manter a Julia 100% e por isso ficou obcecada (um pouco até demais para mim) em eliminar a garota. Numa maravilhosa reviravolta de eventos Julia ficou imune e ela se viu obrigada junto com Cidney a procurar a alternativa mais segura para o jogo delas. No fim acho que a decisão de eliminar a Debbie tenha sido acertada para salva-las ainda que não tenha sido o melhor para aliança. Todas as opções disponíveis eram arriscadas (mais ainda do que elas conseguiam imaginar por causa do super ídolo) mas elas conseguiram se safar e isso merece méritos

3. Cidney

Quando digo que todas as opções disponíveis eram arriscadas eu quero dizer que a Cidney só não foi eliminada porque na opinião da Julia a Debbie era um risco maior ao jogo dela, e se não fosse por essa decisão de eliminar a mestre dos empregos talvez a Cidney tivesse sido eliminada pela Julia ou ainda pelo super ídolo. A Cidney cai no ranking não apenas pela ascensão de Michele, mas também pelo fato de não conseguir se articular com sua antiga aliança, ir com as meninas + Joe e eliminar o Nick não precisava ser necessariamente uma sentença de que agora ela estava numa aliança feminina, tenho certeza que dava para convence-los de que eliminar o Nick era vantajoso também para eles e que ela só não contou antes pois não sabia como iriam reagir. Evidente que eles não iam comprar essa história sem uma pulga atrás da orelha, mas talvez assim o trabalho de elimina-los se tornasse mais fácil e a tribo toda não precisasse lidar com um pai de família e um quarentão agindo como crianças.

4. Julia

Sobe no ranking por decidir sair do status quo (e por deixar o episódio menos previsível graças a imunidade) contanto não angaria posições melhores pela edição inconsistente e por ter se precipitado no movimento. O melhor para Julia seria esperar a saída de mais um dos Brawn Men para poder se articular com Michele, Tai e o Brawn Men que sobrasse e eliminar Aubry ou Cidney, ou ainda a própria Debbie que nesse cenário ainda estaria no jogo.

5. Jason

Passa o Scot no ranking por ter reagido melhor a tudo que aconteceu no ultimo conselho tribal causando menos desconforto no acampamento e por ainda possuir um ídolo. Além disso a sua edição conta com mais doses de “humanização” do que o amigo. No conselho os dois brilharam na hora de deixar os adversários confusos e preocupados e aí sim conseguiram fazer a guerra psicológica que queriam, e que dá gosto de ver.

6. Scot

Como previ na ultima review ele conquistou Julia com toda aquela história -cof cof baboseira cof cof- sobre sua vida pessoal e isso foi extremamente vantajoso para seu jogo nesse episódio. Contudo, a forma como reagiu a eliminação do Nick foi desastrosa e elimina suas chances de vencer quase qualquer outro jogador. Por mais que ter revelado o ídolo do Tai tenha sido uma boa artimanha, não sei se o vietnamita aprovou a ideia, ele parecia bem surpreso com a revelação e talvez isso trabalhe em favor das meninas caso elas tentem conquistar a confiança dele.

7. Joe

Joe ganhou minha simpatia nesse episódio e por isso merece mais palavras do que dediquei a ele na ultima review, ele se mostra um aliado fiel e dedicado a aliança o que é bem sensato da parte dele visto que ele não corria nenhum perigo. Talvez a medida de ter se mantido calado em relação a movimentação das garotas de eliminar a Debbie tenha sido um erro, mas por outro lado imagino que se ele contasse a amiga ela ia deixar escapar e ele que se tornaria um alvo, afinal, não acho que a Debbie iria se aliar a Jason e Scot para contra atacar. Não tem chances de ganhar pois joga um jogo muito old school para uma temporada muito new school e a edição não faz questão de torna-lo relevante.

8. Mark, the Chicken

Quem diria que a galinha do Tai (que agora sabemos que se chama Mark) iria durar não apenas até depois da merge como tambem teria mais chances de ganhar do que o próprio Tai?

9. Tai

Pobre Tai, ele vem cavando sua cova cada vez mais o que me faz questionar se ele realmente era aquela pessoa incrível que transparecia nos primeiros episódios ou se era só a interação com o Caleb que tornava ele divertido. Pior do que o Joe com sua edição apagada Tai apresenta uma edição super inconsistente desde o primeiro episódio e que se torna mais evidente ao longo da temporada. Espero que ele se redima pelas cagadas desses últimos episódios mas hoje não vejo ele chegando muito longe.

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