Seu vocabulário aproxima ou distancia as pessoas?

Enquete realizada no meu instagram, foram 46 Sim x 1 Não.

Essa postagem, que vi no instagram, gerou um turbilhão de pensamentos que conectaram a outros recentes, Steve Jobs já falou sobre isso na perspectiva de conectar conhecimentos a outros durante um discurso de formatura, decidi compartilhar com meu povo e percebi uma sinergia com o resultado da enquete.

“Todo conhecimento está conectado a outros conhecimentos. A diversão está em fazer essa conexão” Arthur C. Aufderheide

Esse assunto tá ganhando corpo, ouvi pela primeira vez numa palestra com a Preta Rara e o Rincon Sapiência, precisamos tornar a linguagem acessível pois parte do entendimento que o mundo acadêmico vive de um linguajar europeu/americanizado que é distante da nossa realidade brasileira. Tudo que é nosso, não é nosso, indo mais afundo nessa reflexão somos frutos de uma cultura longe de ser a brasileira, olhe pra nossa vestimenta, calça jeans? Isso aqui é um pais tropical, o uso de saia pelo público masculino não deveria nem ser questionado.

Afinal, somos todos Brasilianos!

O Emicida tem um quadro chamado Decodificando, durante o produzido para Boa Esperança ele traz algumas teorias interessantes que nos deixam com a pulga atrás da orelha, nenhuma dessas martelaram tanto na minha cabeça quanto o uso da palavra Brasileiro, no qual explica sobre o sufixo eiro que tem ligação ao mundo do trabalho — marceneiro, açogueiro, pedreiro, seguindo essa estrutura temos a palavra Brasileiro, que era direcionada aos extratores de Pau-Brasil. Nessa perspectiva ele apresenta o termo Brasiliano, declarado por Aires da Mata Filho. E se fossemos Brasilianos? Como os Italianos e não Italieiros, Americanos e não ameriqueiros. Quando saímos do país somos chamados de Brasilians, o que da marguem para essa percepção.

Ao questionar sobre a linguaguem acadêmica ser eletista e excludente fica claro que faz parte do mesmo pensamento que torna a faculdade um mundo tão tão distante pra uma galera.

Como fazer um trabalho acadêmico falando de África, do ponto do afrocentrismo? Ele seria aceito academicamente? Ou só vale a linguagem europeia? Deveriamos respeitar a dialética que é construído por cada pessoa, pois vai de contato com seu mundo particular.

Meu verso é livre e ninguem me cancela. Rincon Sapciência

Nossa geração é a primeira colocar na roda assuntos que fazíamos questão de esconder, estamos ganhando forma, uma galera acessando conteúdo complexos e resignificando-os, adaptando a linguagem, garantindo acessibilidade, mas ainda não é suficiente. Brandstorm pra quem? Quando temos Toró de idéias ❤, Deadline, really?

Tá ligado o tal do “voltar pra base” do Mano Brown? Serve pra isso também. Seu vocabulário aproxima ou distancia as pessoas?