Os melhores discos que eu ouvi em 2015

Kevin Parker, a mente por trás do Tame Impala.

A música é algo essencial pra mim. Não consigo viver sem. Sempre esteve presente na família e na minha vida, é a minha maior companheira.

Em 2015 eu resolvi expandir ainda mais meus horizontes em relação à música e fui atrás de ouvir coisas diferentes e novos artistas. Acabei ouvindo mais ou menos 50 discos e dois EPs lançados no ano passado, cada um com pelo menos uma música que vale a pena ouvir.

Mesmo que eu não seja da crítica especializada, aqui vai uma lista com os 10 melhores discos na minha humilde opinião:

10. Cage the Elephant — Tell me I’m Pretty

Sim, nesse disco a banda realmente parece um pouco com Black Keys. Mas Black Keys é bom, esse disco é bom, então tá valendo. A verdade é que eu nunca fui muito fã de Cage, mas resolvi dar uma chance pra esse disco depois de ouvir o Melophobia (que tem faixas muito boas, mas no geral ainda não acho tão bom assim), e acabei gostando muito do resultado. Faltou um pouco de originalidade, mas é um disco muito gostoso de se ouvir.

Destaques para: “Cry Baby”, “Sweetie Little Jean” e “Trouble”.

9. Brandon Flowers — The Desired Effect

Eu ainda não ouvi o “Battle Born”, nem sei se irei algum dia. Os singles não me chamaram muito a atenção, e apesar de eu gostar de alguns discos que são massacrados pela crítica, nesse caso não me parece que será assim. Mas o “Flamingo”, primeiro disco solo do Brandon é muito bom, e o “The Desired Effect” é melhor ainda. Um disco sólido, numa vibe oitentista, com várias baladinhas bacanas. “Can’t Deny My Love” pra mim é uma das melhores coisas que o Brandon já fez. Vale a pena conferir.

Destaques para: “Can’t Deny My Love”, “Untangled Love” e “Never Get You Right”.

8. Deerhunter — Fading Frontier

O Deerhunter é uma banda que eu demorei a gostar. Mas eles possuem uma identidade única em seu som, apesar de fugirem um pouco dela nesse disco novo, o que não necessariamente seja algo ruim. Apesar de ser um pouco mais simples, esse disco é bem redondinho e satisfatório.

Destaques para: “Snakeskin”, “Breaker” e “Duplex Planet”.

7. Belle & Sebastian — Girls in Peacetime Want to Dance

Até esse disco eu só conhecia uma música da banda, através de “The O.C.”, e quando fui procurar por outras, não fui muito com a cara. Mas esse disco me surpreendeu. É delicioso. Deve ter apenas umas duas músicas que eu não sou muito fã, mas que não atrapalham.

Destaques para: “Allie”, “The Party Line” e “The Everlasting Muse”.

6. BØRNS — Dopamine

Esse é o primeiro disco do cara e já tá surpreendendo. Músicas pop bem boas, do jeitinho que eu gosto, adequadas pra curtir o verão e etc.

Destaques para: “Dopamine”, “Dug My Heart” e “The Emotion”.

5. Silva — Júpiter

Rapaz, que álbum maravilhoso. Esse é um exemplo de quando a simplicidade vem à calhar. Um disco que realmente faz você viajar pra outro mundo, de puro romance e sinceridade. O melhor disco nacional que ouvi esse ano. Na verdade, foram as músicas do Silva que me fizeram abrir os olhos para os novos talentos da MPB que não são tão bem divulgados pela grande mídia. Continuarei de olho.

Destaque para: “Marina”, “Feliz e Ponto” e “Júpiter”.

4. Everything Everything — Get to Heaven

Essa é uma das bandas mais complexas que eu conheço. Um som único. Não tem nada muito parecido com eles por aí não. Pelo menos não que eu saiba. Enfim, “Get to Heaven” é o disco mais melodicamente simpático da banda, e pra mim o melhor dos três discos. Ainda preciso ficar por dentro dos significados das letras, mas vale a pena ouvir só pela capa linda demais.

Destaque para: “Fortune 500”, “Blast Doors”, “The Wheel (Is Turning Now)”.

3. Noel Gallagher’s High Flying Birds — Chasing Yesterday

Esse disco por muito tempo foi o meu favorito antes do lançamento dos dois abaixo. Não muito diferente do primeiro lançamento solo, mas até melhor. Nesse disco, Noel arrisca umas batidas mais diferentes, mas sem deixar sua essência de lado. Que 2016 traga um show desse homem no Rio pois preciso muito.

Destaque para: “Riverman”, “The Girl With X-Ray Eyes” e “The Dying of the Light”.

2. Foals — What Went Down

Um disco incrível e bem potente, provavelmente o melhor do Foals até agora na minha opinião. Músicas boas pra extravasar, pra chorar, pra curtir uma praia, enfim. Completo.

Destaque para: “Birch Tree”, “Lonely Hunter” e “Albatross”.

  1. Tame Impala — Currents

Bom, confesso que tive que ouvir esse disco duas vezes seguidas até conseguir gostar, mas foi quando eu li o significado das letras e dos efeitos sonoros nas músicas que eu pude perceber todo o talento de Kevin Parker. Tudo faz sentido, sem falar que eu me identificava com as músicas na época do lançamento, então não tinha como esse não se tornar meu disco favorito do ano. Kevin conseguiu largar de lado um pouco do estilo rock revival e conseguiu misturar a psicodelia com batidas de r&b e sintetizadores. Ficou incrível. Uma nova identidade musical pro Tame Impala. E que nos deixa meio sem saber o que vem por aí nos próximos discos. É esperar pra ver, ou melhor, ouvir.

Destaque para: “The Less I Know the Better”, “The Moment” e “New Person, Same Old Mistakes”.

Esse ano também promete bastante na música com discos novos do Last Shadow Puppets, Kings of Leon, Electric Guest, Radiohead, MGMT, entre outros. Que venham outros álbuns maravilhosos como 2015 nos trouxe.

Confira minha playlist com o melhor de 2015 no Spotify clicando aqui.

Confira minha playlist com o melhor de 2015 pro verão clicando aqui.

Quem quiser conferir o resto da lista dos discos de 2015 que ouvi, cliquem aqui.

Comentem concordando ou discordando, ou com alguma indicação de disco, pois quero muito saber.

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