Teoria dos dois fatores ou teoria da motivação-higiene de Frederick Herzberg

Felquis Gimenes
Feb 3, 2017 · 3 min read

Com o ambiente errado pode tornar um time produtivo em um time ruim.

Frederick Herzberg (1923–2000) desenvolveu a teoria dos dois fatores de Herzberg, onde ele propôs que existem fatores que influência no desempenho dos funcionários, fatores motivacionais e fatores de higiene.

Herzberg se baseou nos estudos de Douglas McGreggor e Chris Argyris, pesquisou cerca de 200 engenheiros e contadores de onze industrias de Pittsburgh. Os entrevistados respondiam o que os deixam satisfeitos com o trabalho e o que os deixavam insatisfeitos.

Analisando os resultados da pesquisa, Herzberg concluiu que existe dois tipos de necessidades independentes entre si que influenciam o trabalho dos funcionários de vários modos. O primeiro tipo, os fatores de higiene é quando a empresa em si deixa os profissionais insatisfeitos. Já o segundo tipo, os fatores motivacionais é quando os profissionais se sentem desafiados e estão genuinamente interessados.

Fatores de Higiene

Os fatores de higiene são relacionados ao ambiente em que o funcionários trabalha, envolve a política e a administração da empresa, a supervisão, as condições de trabalho, as relações interpessoais, o dinheiro, o status e a segurança. Herzberg relacionou o seu uso original da palavra higiene com o seu significado médico (prevenção e ambiental), ele observou que esses fatores não aumentavam a produção, porém impedia perdas no desempenho por causa de restrições.

Fatores Motivadores

Os fatores motivadores envolvem o sentimento de realização, de crescimento profissional e de reconhecimento no trabalho. Herzberg usou este termo, porque esses fatores pareciam ser capazes de ter um efeito positivo sobre a satisfação no trabalho.

Nos últimos anos, as pesquisas sobre motivação-higiene estendeu-se muito além de engenheiros e contadores, passando a incluir todos os níveis de uma empresa, desde a alta direção até os empregados, concluindo que os estudos de Herzberg podem ser facilmente aplicados às atividades de supervisão em todos os níveis de responsabilidades.

O que realmente precisamos fazer com o trabalho diz Herzberg é enriquecer a função, isso significa aumento da responsabilidade, a amplitude da função e/ou do desafio do trabalho.

Um exemplo do Enriquecimento da Função

Podemos citar a experiência de um superintendente de relações industriais com um grupo de zeladores. Ele devia supervisionar um grupo de 15 zeladores, o qual não tinha nenhum chefe. Revisando alguns documentos arquivados, notou que havia uma história de reclamações sobre a conservação do prédio. Conversando com outros funcionários, confirmou o que viu nos relatórios, observando que os zeladores pareciam preguiçosos, irresponsáveis e desmotivados.

Decidido a fazer algo com relação ao comportamento dos zeladores, convocou uma reunião com os zeladores e abriu a reunião dizem que havia reconhecido que havia problemas de conservação no prédio e admitiu que não sabia como resolve-los, e que achava que os zeladores eram especialistas em conservação e pediu a sugestão dos zeladores para resolver o problema juntos. A reunião seguiu-se em silêncio absoluto até que um dos zeladores deu um feedback sobre um problema que enfrentava na área dele. Depois outros zeladores também deram seus feedbacks enquanto o superintendente anotava as ideias. No final, fez uma lista das sugestões com a aceitação de todos, inclusive do superintendente.

Depois dessa reunião, o superintendente passou a passar todos os problemas de conservação e limpeza para os zeladores individualmente ou em grupo. Por exemplo, quando vinham vendedores de equipamentos, quem falava com eles eram os zeladores e não mais o superintendente. Inclusive ganharam uma sala onde podiam tratar com os vendedores e fazer reuniões que passaram a ser feitas com frequência.

Tudo isso teve influência no comportamento dos zeladores, transformaram-se em uma equipe produtiva e orgulhosa do seu trabalho, inclusive sua apresentação externa mudou, antes uma turma de desmantelados, agora apareciam no trabalho de roupa limpa e bem-passada. Nem o próprio superintendente acreditava no que via, não era incomum ver zeladores fazendo testes no piso para verificar qual o melhor tipo de cera ou detergente. Como tinham que tomar todas as decisões, inclusive o empenho de verbas para o seu material, queriam saber qual era o melhor.

Este exemplo mostra que mesmo nos níveis inferiores de uma organização, as pessoas são capazes de responder de maneira responsável e produtiva a um ambiente de trabalho em que lhes é dada a oportunidade de crescer e amadurecer.

Fonte: Hersey/Blanchard Psicologia para administradores — A teoria e as técnicas da liderança situacional.

Esta é uma cópia de um trabalho que fiz durante a faculdade de administração na FIAP em 2014

Felquis Gimenes

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