Graças ao pornô, crianças estão abusando sexualmente de outras crianças em níveis alarmantes

Um relatório grotesco da cidade do Kansas recentemente chamou a atenção para um problema que começou a crescer quase despercebido: o abuso sexual de crianças — cometido por outras crianças.

O hosital Children’s Mercy diz que eles estão vendo “uma tendência perturbadora de casos de abuso sexual infantil” e que a pornografia tem muito a ver com isso. Heide Olson, a Enfermeira Examinadora de Abuso Sexual, notou que o número de abusadores entre 11 e 15 anos de idade é sem precedentes: “Eu acho que foi meio chocante para todos nós enquanto coletávamos essa informação de que quase metade dos perpetradores são menores”.

De acordo com a Associação Internacional de Enfermeiras Forenses, o Children’s Mercy está entre os top 5% hospitais nos Estados Unidos em termos de número de atendimentos à vítimas de abuso sexual — em 2017, eles viram 444 crianças que tinham sido abusadas sexualmente na última semana. O número de crianças aumenta para cerca de 1000 por ano, quando é contabilizado o número de crianças que denunciam abuso depois de cinco dias, e a maioria das vítimas são meninas entre quatro e oito anos de idade.

Olson acredita que esse tipo de abuso sexual é “um comportamento aprendido” e, de acordo com uma agência de notícias local que relata a história:

“As enfermeiras estão descobrindo cada vez mais que a pornografia está desempenhando um papel nesses casos. Isso pode incluir uma vítima sendo forçada a ver pornografia, uma vítima relatando que o agressor disse que assistiu a pornografia, sendo forçado a fazer algo mostrado em um vídeo pornográfico ou uma vítima sendo gravada fazendo um ato sexual.”

Muitos jovens perpetradores admitem que eles estão reproduzindo o que viram na pornografia.

Devido ao fato de as crianças serem expostas à pornografia cada vez mais jovens — Olson afirmou que era comum que as crianças assistam com apenas quatro ou cinco anos de idade — elas estão absorvendo ideias desagradaveis e perigosas sobre relacionamentos. “Sabemos que provavelmente é multifatorial”, afirmou ela. “Eu acho que há muitas coisas que contribuem para isso, mas essa é a questão: como nós, como sociedade, fracassamos de tal forma que temos meninos de 11, 12 e 14 anos, principalmente, cometendo agressões sexuais violentas?”

Rene McCreary, o diretor de serviços de aconselhamento da Organização Metropolitana para Combater a Violência Sexual, concorda com Olson.

“O que estamos vendo é cada vez mais crianças que têm problemas de comportamento sexual e, ao mesmo tempo, mais e mais crianças que têm acesso à pornografia”, observou ela. “A pornografia é diferente hoje em dia do que costumava ser. Assim, 80% dos 15 filmes mais vistos retratam mulheres sendo agredidas, cuspidas, chutadas, chamadas de nomes degradantes. O tipo de comportamentos que não queremos que nossos filhos ou qualquer pessoa tenha. A pornografia se tornou mais violenta.Ela diz que 25% de todos os crimes sexuais são cometidos por menores de idade.

Esta não é a primeira vez que crianças que atacam crianças como consequência de ver pornografia viram notícia. O jornal The Economist publicou recentemente um relatório indicando que a pornografia estava estimulando crianças (quase sempre meninos) a atacar sexualmente outras crianças (quase sempre meninas), e que os especialistas pediam que o acesso à pornografia fosse restringido por conta disso. No Reino Unido, por exemplo, a polícia aparentemente recebeu quase 40.000 denúncias de crianças que agridem sexualmente outras crianças, incluindo 2.625 supostos casos que ocorreram nas dependências da escola.

A pornografia está preparando garotos para serem predadores e garotas para serem vítimas.

Se a nossa sociedade não tomar medidas significativas para manter a pornografia longe das crianças, essas tendências sombrias só vão piorar. A pornografia transformou a violência sexual em algo mainstream nos relacionamentos íntimos, e a sociedade permitiu que as crianças tivessem acesso à pornografia, intencionalmente ou não. Precisamos mudar as coisas ou pagar o preço.

Artigo original escrito por Jonathon Van Maren e publicado no site LifeSiteNews.

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