O secretário de (in)Segurança Pública de São Paulo, Alexandre Moraes. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O preço da (in)Segurança de Alexandre Moraes

Secretário gasta mais de R$ 20 bilhões por ano para que os cidadãos que pagam seus impostos (e as passagens de ônibus) possam circular sem medo pelas ruas

*Atenção: este texto contém ironia

Você sabe quanto custa a polícia militar do Geraldo? Sim, essa corporação bem treinada, cordial, que trata com respeito e dignidade esses vândalos que não querem pagar passagem de ônibus? Eu conto pra você: ela custa R$ 14.054.609.225,00 por ano. O número consta da prosposta orçamentária do Governo do Estado para 2016. (O orçamento total da Secretaria de (in)Segurança Pública ultrapassa os R$ 20 bilhões.)

Mas o que são 14 bilhões de reais por ano perto do bem-estar de viver com tranquilidade, de poder sair à noite sem medo de bandidos, de andar em ruas seguras, despreocupado… Como? São Paulo não é assim?

Mas o governo do Geraldo não vive alardeando quedas nos números de criminalidade? Em 2015, por exemplo, foram só 3.605 vítimas de homicídios no Estado. Ou seja, menos de 10 pessoas assinadas por dia. Já está melhor do que no Iraque, por exemplo. Em Bagdá, ontem mesmo, morreram 10 civis atingidos por armas de fogo.

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E esses vândalos que não querem pagar passagem de ônibus? Espero que eles não sejam os incendiários que dizem por aí. Porque se decidirem sair ateando fogo, a cidade, coitadinha, vai queimar até o toco.

Ao Corpo de Bombeiros de São Paulo, que desde 2014 é independente da PM, couberam no orçamento de 2016 apenas R$ 65.579.695,00.

Ou seja, os seis caveirões israelenses do Batalhão de Choque, sozinhos, pagam meio ano de manutenção dos soldados do fogo.

Não gostou? Vai pra Bagdá.

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