Me invade.

Estou deitada com a cabeça leve. O feixe de luz que vem da janela já não desliza mais suavemente pelo ar, ele invade. Porra, poderia ser mais poético do que isso. Acontece que a realidade não é nada poética, ela invade. Me olho no espelho. O que a Fernanda de 17 anos pensaria de você, hein? Você tá frustrada. O tempo que passou nem prestou pra você descobrir o que gosta. Do que você gosta? Do que você gostava? A resposta pode não estar no futuro e sim no passado. Pois eu conheço muito bem aquela garota imatura de 17 e sei que ela sentiria orgulho. Orgulho e um pouco de inveja dessas tatuagens que ela sempre sonhou. Inveja dessa força e desse amor próprio, que apesar de ter suas rachaduras, ainda assim me invade. O tempo passa e a gente vai descobrindo quais pessoas deslizam suavemente pela nossa vida e quais invadem.

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