quase um #diárioparaGui — São Paulo, 16 de fevereiro de 2017, 11:50

São Paulo, 16 de fevereiro, 11:50 — Oi, lindão! A tia inicia hoje um projeto de te escrever quase que diariamente pra gente tentar “se falar” mesmo estando mais de 700km de distância. Pode falar que sou nerd, das antigas, mas acho que vai ser uma experiência interessante — claro, se quando entender e acreditar isso ser muito chato (ou dar vergonha dos amiguinhos) pode falar na cara, tá?! Aí tento tirar da versão Público ;). Tô te escrevendo do trem, depois de sair da terapia. Hoje a fala da psico não foi tão porrada e tô me achando mais leve. Mas isso é colocado em xeque assim que os perrengues aparecem — coisa de vida de adulto. Nem liga para isso agora porque a sua preocupação mor de comer-dormir-brincar-fazerxixicocô, isso sim é o mais complicado na vida de um bebê de 8 meses, não é mesmo? Agora vou mudar o foco — vi que você tá tentando escalar as coisas. Olha, acho que desafios virão por aí: pode ter um roxo na testa, um arranhão no braço, quebrar umas decorações da casa da mamãe, da vovó, derrubar o violão ou a guitarra do primo Lipe. Só que não se preocupe, tudo é sinal de um bom e profissa escalador em miniatura. Provavelmente, escute das pessoas maiores que isso não vai dar certo, que tá maluquinho, que tem que sossegar e etc. e tal. Escute (um pouco! Ou faça uma cara que convença que está prestando toda a atenção do mundo) e siga seu feeling de desbravador de pé de cadeira, gaveta de cômoda, porta do cabine do banheiro (…) e boa aventura. Aí quando der, conta o que rolou (mesmo que rolar os efeitos “colaterais” de roxo, arranhão, dodói). Tô adorando as fotos e os vídeos que a mamãe manda. Dá mais saudade. É fato. Mas dá pra curtir o chaveirinho da família mesmo de longe. Bom dia aí e aproveite a tarde na casa da vovó. Beijo grande da tia Fer.

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