Quase #diárioparaGui — o retorno depois das férias — São Paulo, 23 de agosto de 2017, 18:15.
Os dias ausentes aqui on-line em julho foi porque fiquei praticamente full time com você (passei o mês todo em 3 lagoas city depois de muitos anos). Mas agora em agosto não tenho nenhuma justificativa plausível para o sumiço — deixe-me enlouquecer com a rotina de voltas as aulas e as novidades da loja que abrimos aí na cidade — pode me xingar que pisei na bola ao demorar tanto tempo para te escrever. Por isso, vou resgatar todas as anotações e lembranças destes dois meses bem intensos aos poucos.
Primeiro, ficar pertinho de você o mês de julho foi incrível — a melhor parte que preciso contar: a semana que dormimos juntinhos lá na casa da vovó. Pela primeira vez, sua mamãe ficou longe de você tantos dias. Ela sofreu pacas, mas achei você beeem tranquilão. Não chorou, comeu direitinho, brincou bastantão, comportou-se mega bem. O que mostrou você bem preparado — aquela história que já contei aqui que você era um neném de rodinhas nos pés já que encarou viagens seguidas, pro MT, pro litoral e etc. fez todo sentido. Mamãe tem que ficar orgulhosa contigo. Mandou bem, baixinho.
Cometi uma gafe de marinheira de primeira viagem — quis ser toda prestativa e fazer a sua mamadeira. O detalhe foi: depois da terceira (Sim! Falei sobre isso somente depois de uma noite e uma manhã em que mamou três vezes), comentei com o vovô, toda orgulhosa, que sabia de cor como fazer seu mama. Esperando um elogio, recebi na cara: “Mas você não esquentou nem um pouquinho? Nem uns segundos no micro-ondas?”. Minha cara foi no chão: deixei você mamar gelado, algo fora do seu script alimentar. O que me fez sentir menos pior foi: “Ai, vô, pelo menos o Gui mamou tudo e nem reclamou ou deixou restinho”. Ele concordou de primeira, o que ajudou a me sentir menos topeira.
Tomara que isso não seja algo ruim da gente lembrar lá na frente… Tinha que admitir a pequena falha logo de cara, porque achei uma mega gafe. Beijocas com saudadona. Tia Fer.
