Quase #diárioparaGui— São Paulo, 24 de agosto de 2017, 20:38.
Aproveitei o intervalo entre as aulas e enquanto a aluna de TCC não chega pra te escrever. Continuando as lembranças das férias de julho: lá vai! Um dia a vovó fez peixinho frito na janta. Por inúmeros fatores - ser fritura, ter tempero forte, ser tarde para o seu rango noturno e etc. e tal — a gente fez de tudo pra te despistar do quitute. Tia brinca, mamãe distrai, vovô brinca, primo distrai… E até que você, danadinho, saca: “Esse pessoal tá se jogando numa guloseima e eu aqui gastando energia longe disso. Deve ser tudo de bom porque ninguém para de comer. Também quero!”. Até que o primeiro adulto — acho que foi o papai (com o olhar fulminante da mamãe lembrando: “Dê somente um pedacinho, sem a gordura”). Enfim, você conseguiu um boquinha e foi inaugurado a sua versão botequeiro :). Mas isso não bastou para ti. Quando havia terminado o pedacinho, quis mais. A gente tentou novamente te distrair e você, que não é bobo, abriu o berreiro. Isso mesmo: chorou, sem lágrimas, para conseguir mais um pedaço do peixinho, parecendo que nem tinha jantado (mas isso já tinha rolado). Enfim, era pra lembrar de como você é bom garfo e chora quando os adultos tentam te enganar “escondendo” as comidinhas proibidas para sua idade. Beijocas e saudade. Tia Fer
