Inspirando a simplicidade

Uma das coisas que estão me motivando a escrever aqui é o retorno de amigos sobre o assunto. Sinceramente eu não esperava ter tanta resposta positiva em relação a atitude pró minimalista.

Muitos vieram falar comigo sobre dilemas em relação as suas coisas, como também queriam mudar mas não tinham um norte, não sabiam como fazer. Me disseram que por eu estar fazendo e mostrando fotos, contando minha experiência estava os inspirando a fazer também e seguir em frente. Dá um sentimento muito legal saber que estou ajudando alguém dessa forma.

Uma grande amiga minha, Luiza, foi a que mais levou a sério o desafio de enfrentar a bagunça e se livrar de coisas desnecessárias. Ela disse:

Depois de te ver arrumando suas coisas e me mandando fotos — fora todas as conversas que tivemos! — fui percebendo que eu nunca realmente arrumei minhas coisas, só meio que juntava elas e trocava de lugar. Eu precisava fazer uma limpa com um objetivo de me livrar do excesso mesmo.
Separei roupas pra doar que eu não gostava mais, algumas pra vender, coloquei as roupas no cabide… Olha só: eu usava praticamente as mesmas roupas sempre, porque não achava mais nada naquela pilha desarrumada! E depois da arrumação achei várias peças que não lembrava mais que tinha e voltei a usar. Também foi muito engraçado encontrar umas coisas antigas e ficar pagando vergonha de coisas que escrevi quando era adolescente. E peças de computador velhas e quebradas, então? Tudo pro lixo!
Armário da Luiza depois de arrumado (não tem foto do antes mas era uma área de entropia)
Nessa história toda, o Beto (meu namorado) ajudou muito! Ele não só me ajudou com todo o trabalho pesado, mas também me enchia o saco pra continuar arrumando mesmo estando morta de cansada e botando coisas em ordem mesmo enquanto eu estava dormindo. Se não fosse ele, eu demoraria muito mais pra arrumar o armário todo, ou até mesmo nunca terminaria.
Beto imerso na bagunça. Sim, as coisas ficam assim quando você começa a tirar tudo de dentro de gavetas e esconderijos!
No fim das contas, apesar do cansaço, me sinto muito satisfeita de ter me livrado de tanta coisa. E se eu consegui arrumar meu armário, do jeito que era, sinto que consigo fazer qualquer coisa!

O sentimento de ter as coisas arrumadas é realmente indescritível. Você se livra de tantas coisas que não condizem mais com você, redescobre coisas incríveis e o mais importante: tem a chance de se descobrir melhor e perceber o que realmente importa para você em questões materiais e do que você realmente precisa (vai descobrir que precisamos de pouco, bem menos do que possuimos).

SURPRESINHAS

Quando eu estava com a Luiza na minha casa revisando as coisas que quero doar tive uma surpresa fantástica: encontrei 100,00 reais perdidos. Luiza também encontrou dinheiro perdido na entropia dela. Mais um motivo para dar aquela limpa nas coisas, você não acha?

DOAÇÕES E TEMPO DE SE ARREPENDER

Toda a minha doação, pug não incluso.

É ótimo o sentimento de ter tirado tudo dos armários e estar tudo arrumado, porém não são só flores. A parte sombria é ter uma pilha de doações que ficam em um lugar aleatório esperando. Muitas das coisas que estou doando já tem destino certo porém fico refém de quando virão buscar as coisas. Eu não possuo carro então não tenho como levar para as pessoas e “me livrar” desse excesso.

Ok, já é um problema ter essa pilha maluca na sua casa mas o problema maior (para mim pelo menos) é que esse tempo de espera pode fazer com que a gente se arrependa em doar os objetos. Eu procuro ignorar e nem pensar no que está ali dentro, mas é difícil!

De um modo geral, o que eu tirei para doar não quero de volta. O meu problema reside nos calçados. Muitos que tirei estão em perfeitas condições e são muito bonitos. Eu tirei por não estar usando, não pq eu não quero mais. Eles ainda não possuem destino, é difícil encontrar gente com o pé 34 que queira comprar por preços super baratos.

Se você resolver entrar nessa jornada também, tenha um plano do que fazer com as doações. Eu não tive um e ainda estou com minha pilha aqui. É bem ruim, ainda mais quando a intenção é não ter o excesso que está guardado, imagina o exposto!


No próximo post falarei sobre cozinha e banheiro, locais que são cheios de produtos vencidos e potes.

Se você tem alguma dúvida ou comentários sobre o assunto, entre em contato, me deixa uma resposta. Vou adorar ler sobre suas experiências e sugestões!