A imagem como violência

No livro de Manguel, A imagem como violência” o autor busca entender como a dor pode ser passada através de uma imagem. Diante disso ele tenta fazer essa constatação trazendo algumas imagens de Picasso, com temas que trazem certa inquietação. Cenas que mostram corpos dilacerados, entre outras representações de atrocidades, como o quadro “Guernica” de Pablo Picasso.

Entendemos que uma imagem é uma representação da realidade. No entanto tal representação se dar por um ato político perante cada fato que deseja ser mostrado.

Desta forma, para entender uma fotografia ou pintura deve-se observar primariamente as intenções de quem a fez. Pois como disse anteriormente, fotografar é um ato político.

Na imagem de Picasso, as suas representações estavam voltadas ao sentimentalismo que ele carregava, com várias riquezas de detalhes no uso de figuras geométricas.

Relacionando o livro de Manguel, com a palestra do Profº. Celso Guimarães. Ocorrido na Univasf, podemos perceber o uso da teoria da psicologia, sobre a recepção que o nosso cérebro recebe as formas envolvidas em uma imagem. . Diante disso percebemos a importância de estudar a intencionalidade de quem faz a imagem. Sendo necessário analisar individualmente cada parte de uma fotografia em seus mais variados aspectos. Como é um dos princípios da Gestalt na fotografia.

Picasso se apropria de várias formas na construção de suas imagens, o que por sua vez, revela vários significados da mensagem que o autor quer transmitir. Portanto, fotografar é exercer um ato político, visto que suas escolhas revelam por sua vez, uma intencionalidade.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Fernanda Silva’s story.