DOLORIDA

A dor é a mistura

Sal/açúcar

Frenético acender e apagar de luzes

Emoção e energia

Um castigo

Um jogo de poder entre cérebro e corpo

Que inflama:

“Aqui todo mundo é corpo, meu! Tá maluco?!

Se eu sucumbir, tu também morre filho d’um cão!!”

É tudo batalha

A dor é a masmorra da alma presa

Encerrada

Sem janela

Sem acesso à porta aberta

O choro é mágoa em líquido estado

E o sono, fuga

Porra! Eu quero é botar

Essa raiva pra rua

Gritar

Bota pra foder

Enfiar veia adentro essa raiva de Sérgio

Transformar todo esse caos em poesia

Gemer, palavra quente

Contra toda essa ardência fria.