A Ruina e o escorpião primeiro

Ele voltou. Todos voltam. Mas eu esperava que voltasse quando eu estivesse sendo amada reciprocamente. Protegida por um amor profundo e pela minha entrega a um outro supremo.

Ele voltou na minha dor e tenho estado indefesa. Sentindo-me indefesa. Reajo por pouco, tudo dói, o passado dá voz aos textos que queimei. A ele eu escrevi um livro inteiro e o queimei.

Ele voltou e, ainda cheio de segredos, entre 31 e 28 seu sol brilhará sua sorte. Ele me busca por estar em mim a chave para o seu crescimento, seu segredo, minha chave, nossas portas entreabertas e meu sol a clarear a inquietação dos seus dias escuros e sem foco.

Ele voltou e não tenho aonde ir ou em quem me esconder, sequer onde. Tenho que me esconder em mim, ao menos nas ruínas de mim que restaram. Não entendo a razão da volta se sequer achei que me amava.