Irmãos em amor, irmãos em hipocrisia

No alto das suas verdades e certezas, eles nunca procuraram por ela. Nunca quiseram realmente saber se todas as cores que ela mostrara eram cores de amor ou de dor. Enquanto ela estava sob as ordens deles, eles a amavam. Quando saiu do olhar do pastor, não sendo mais ovelha, nem um olhar sequer se viu. Eles a abandonaram.

Mesmo aquela com nome de Rosa e de Ana nunca procurou. Justo ela que dizia que a amava tanto. Justo aquela a quem dedicou tanto tempo e amor de irmã. Nunca foram quem diziam que eram. Nunca buscaram saber o tamanho da dor de quem ia até eles. Nunca vieram até ela.

Costumavam se chamar de irmãos, mas irmãos não abandonam outros irmãos, certo?! Por que eles a abandonariam? Porque fingiam amor quando ela chegava, recebiam-na com toda a corte e, no entanto, a esqueciam no primeiro virar de costas. Eles nunca foram irmãos, apenas queriam números para seus grupos. Irmãos como estes nos fazer entender, aceitar e amar nossos inimigos.

De todos, o único que a buscava era aquele que o deus deles levou mais cedo. Ele realmente sabia o significado da palavra irmão. Ele sabia o significado das palavras amizade, compaixão, amor ao próximo. E Deus, invejando os mortais que tinham aquela bela alma ao seu lado, tomou-o para si.

Neste mundo de números e vozes mais altas, tão competitivo e mesquinho, vale mais a igreja cheia do que o peito cheio de compaixão e amor. Eles não vão buscá-la e acalentá-la, eles não estarão do lado dela, eles sequer se lembrariam que ela existe caso não vissem foto em uma rede social qualquer. Duvido que se lembrariam do rosto dela em prantos naquele lugar que a amaldiçoou em culpa e dor. Eles seguem o caminho, a verdade e a vida. Ela é só mais uma perdida qualquer.

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