Mas não aceito que me chamem de fria ou cruel

Sempre tive um medo absurdo de deixar ausências e ser esquecida, dando minha presença como uma obrigação minha, quando, na verdade, quem sempre os esqueceu fui eu.

Até aquele que eu jurava que amava, tive medo de não reconhecer seu rosto no segundo encontro. Por isto, faço álbuns deles, de todos. E também por isso os apago assim que decido ser “minha e não de quem quiser”.

Tão difícil assumir isto, mas tenho alma de andarilho, bruxa e sacerdotiza. Nesta estrada não cabem rostos e presentes. Queimei todos no caldeirão do amor seguinte.

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