Não me ofenda
Eu me rasgo e queimo para proteger a quem gosto e de desgosto choro mais uma vez. Ele pensa o pior, pois deseja sentir o pior, para ter uma razão melhor a me esquecer. Ele me quer e não quer, mas, de alguma forma, precisa me esquecer. Por quê?
Eu chorei tanto, por desejar da alma alguém como ele, e guardei minha dor. Eu escrevi um poema e o protegi da minha dor. Hoje ele me acusa de desejar o pior. Até quando vai me comparar a leões que não sou eu?
Ele, provavelmente, já criou o meu monstro e nada vai provar a ele que me vê por lentes de outra. Eu o desejo o melhor e choro calada por dias para que ele imagine o pior de mim. Eu não como, mal durmo, choro mais e ele só consegue pensar o pior de mim. Até quando o destino brincará com o meu peito desta forma?