Só sei sentir em águas profundas

Como fazer péssimas escolhas

Escolhas quase sempre não são algo fácil de fazer ou certeiro. Erramos tanto. Muitas vezes escolhemos já sabendo que pagaremos um preço alto, perderemos algo que trazia uma paz imensa, voltaremos a um espaço que nem tão cedo será preenchido. Escolhas.

Eu entendo que tenhamos que escolher algum caminho. Odeio aqueles seres donos de uma suposta balança de pesos e medidas exatas não se posicionando, adiando e postergando escolhas. Eu sempre penso no que posso perder no futuro caso escolha errado e congelo de medo. Escolhas.

Hoje eu escolhi algo que já me arrependo, mas será o melhor para dois. Estar à mercê da escolha do outro é aterrorizante para mim e hoje você tocou em uma ferida aberta. Tocou com a unha e jogou sal. Tive que jogar água fria na ferida para parar de doer. Escolhas.

Eu já sabia que o destino me reservara a fuga. Alguém tão forte – em uma voz de calma profunda e intensa – e com tanto medo me machucaria a qualquer momento. Sabe aquela gata preta que teme a voz que a aterrorizou em gritos graves e hoje mostra os dentes?! Ela apenas é um ser que teme, como você, e ambos podem machucar sem intenção. Escolhas.

Eu escolhi voltar ao plano de fuga anterior dissuadido pela frase que ainda vou marcar na pele em azul e aquarela. Ela marcou uma paz imensa suplantando o medo. Algo raro e digno de lembrança. Ela será a marca de um momento que já é eterno. Contudo, assumir a você meus desejo, encanto e entrega talvez tenha sido o combustível ao seu medo. Desculpe se só sei sentir submergindo em águas profundas. Se gostasse de poças, não buscaria um escorpiano. Escolhas.

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