Ode ao mistério da tua existência

By the Deathbed (Fever), 1893 — Edvard Munch

A maestria de teus dedos flácidos quando tocam minha carne nua é quase como poesia que não deu certo e acabou se transformando em prosa, mas que incrivelmente funcionou melhor do que era esperado. As faíscas que saem dos teus olhos abrasam meu coração gélido, embora nunca tenha deixado de ser singelo.

Se te escrevo durante a madrugada, mesmo que habite apenas em meus longínquos desejos subconscientes, é por causa do brilho das estrelas que reflete tão bem na tua pele pálida. Pudera a lua testemunhar nosso amor numa dessas noites silenciosas de março, quem dera teu coração pulsasse junto do meu. Aguardo no alento o dia em que poderei, enfim, te conhecer.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Fernanda Leite’s story.