O amor passou do ponto

Com esperança no peito
Corri atrás do buzu 
E acenei desesperado
"Libera a porta da frente, motô!
Tudo o que tenho é minha morena e esse rolê,
Que vai salvar a relação"

O motô até cogitou
Mas não tardou a lançar:
"Não tô vendo é ninguém, pivete"
E não é o que o brother tinha razão?
Enquanto eu corria, você ficava no ponto
E, mais uma vez, eu na mão

Fiquei cabreiro, mas não arreguei
Corri para a porta dos fundos
E gritei apaixonado 
"Vem, minha neguinha!
Traseirar é barril, eu sei
Mas, juntinho, a gente vai é longe"

Devagar quase parando
Você veio andando em minha direção
"Será que dá, nego? Acho que não..."
E não é que tu tinha razão?
De nada adianta a minha luta
Se a sua moleza é de matar o peão

Todo xoxo, esculachado
Voltei pro ponto acuado
Tentando engolir a situação
"Tem nada não, nega
Pode seguir sua vida,
Outros Doron R1 virão"

[quando o buzu do amor passa do ponto não adianta traseirar: o jeito é pôr ponto final]

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