O Ano que Aprendi a Sentir

Escuto de muitas pessoas que o ano de 2015 foi um ano turbulento por razões econômico-sociais. Que foi um ano difícil, porque o governo/terrorismo/enchentes/desemprego/desastres ambientais e mais uma série de outras razões impossibilitaram uma maior tranquilidade mental.

Concordo, porém isso são fatores externos (sociedade) a sua vida em sí. Deixando de lado estas influências externas, como foi realmente o seu ano de 2015?

O (re)Encontro

É interessante como o ser humano tem a capacidade de adaptação (ou percepção de erro) quando se encontra em um estado de espirito fora do condizente da sua essência.

Desde muito nova sempre senti e observei a vida de uma forma muito diferente. Tive dificuldades de adaptação com as demais crianças, por não conseguir entender muito bem algumas atitudes. Da mesma forma em que na minha adolescência eu não conseguia julgar ou colocar rótulos nas pessoas. Eu já acreditava que cada um era dono de sua própria vida e ninguém deveria julgar ninguém.

Muito ingênua, me encontrei como jovem-mulher sendo moldada pela sociedade para tomar atitudes antes da hora que muitas vezes não eram da minha persona. Me vi entre vícios cotidianos e procurei formas de “abafar” meus sentimentos, a forma que penso e sinto sobre a vida, a maneira na qual enxergo como a plenitude e como os relacionamentos humanos deveriam ser.

Como toda panela de pressão (vide com duplo sentido), se você deixa cozinhando demais, algo muito errado pode acontecer. Digamos que minha tampa da panela foi parar em marte de tamanha a explosão. Eu entrei em colapso, me vi perdida e tudo na minha mente desmorou.

O bom de tudo isso: Eu finalmente pude ver (ou rever) quem eu era e comecei a procura do meu eu.

A Sociedade Secreta dos Que Sentem

Interessante é o processo de aceitação do seu eu. Primeiro vem a instabilidade constante em você não entender o porquê de muita coisa não se encaixar. Ai acontece o afastamento de determinadas amizades, mudança de posicionamento no trabalho, com a família e por ai vai.

Uma verdadeira bola de neve ululante que no final parece despencar de um abismo sem fim, mas que ao bater no chão trás uma paz incondicional.

Depois da imensa aventura de menina para mulher, descobri que na minha real essência, eu sou uma pessoa que sente. Mas como assim sente?

Eu sinto. Simplesmente sinto. Tudo para mim é misterioso, possui um encanto, é uma aventura, é curioso. Parece até fantasia. Do sol que bate nas arvores, do cheiro da chuva, quando você toca a pele de alguém e ela demonstra alguma sensação, o sorriso de uma criança, as cores escolhidas para uma determinada embalagem e seu reflexo na luz, a sensação do coração pulsando ao ouvir aquela música irada, o motivo no qual conseguimos ver a nossa própria imagem no espelho (ou no celular), a sensação do beijo de alguém especial, o abraço de algum familiar, a sensação de sentir o vento no seu rosto em um momento de silêncio e por ai vai…

Tudo para mim tem um sentido tão maior que as vezes me vejo incomodada em viver em um geração onde os sentimentos reais foram substituídos por momentos virtuais.

Me vejo fora da curva, em uma incógnita, porque tento explicar minha maneira de sentir e ver a vida para algumas pessoas, que me taxam como sentimentalista demais. Será?

Eu vejo a vida com olhos de quem a ama. Eu vejo as propriedades maravilhosas que temos. Os engenhos, os avanços positivos em diversas áreas, as possibilidades de superação que em conjunto podemos ter. Enxergo a liberdade de cada indivíduo e a beleza de cada ser. Enxergo o agora e vivo cada momento, cada respiração e sinto cada elemento que passa no meu caminho. Eu enxergo as oportunidades nas adversidades, eu respiro a vida.

Eu vivo o real.

Juntando o sonho a realidade dos fatos

Obviamente que sendo dessa forma, é necessário ter muito mais cautela ao se relacionar e se comunicar com os outros. É necessário um grande aprendizado para aprender a conter suas maiores emoções, principalmente ao que se refere ao trabalho e vida pessoal, sabendo utilizar isto da melhor forma possível.

Sentir é uma dádiva e pode trazer consigo uma maior intuição, criatividade e precognação, trazendo grandes benefícios para aqueles que utilizam deste dom positivamente, além de poder livrar de grandes furadas.

Onde conseguir tais aprendizados?

Finalizando este texto e finalmente chegando ao propósito do título do mesmo:

Na minha experiência até hoje, que ainda há muitos capítulos e novos aprendizados por vir, fazendo uma síntase da minha vida e deste último ano, pude perceber que para aprender a utilizar meu lado que sente, é necessário principalmente o silêncio e aguçar a mais pura percepção. E os principais pontos são:

Tudo que se sente demais tem um sinal nas entrelinhas.

Comece a se intrigar pelo o que você repara nas pessoas, em palavras ou imagens que realmente te travam a atenção, em ideias onde seu coração se sente alinhado. Comece a procurar e entender dentro de você o porquê disto.

Pesquise.

Entenda sua mente e seu poder. Pesquise o desconhecido, entenda como utilizar seu processo de sentir e de raciocinio a teu favor.

Aprenda a ser por no agora.

Silencie sua mente. A meditação é uma grande aliada.

Guias.

Haverá tutores (ou anjos terrestres, cada um chama como quiser), que irão passar na tua vida e te direcionar para um caminho de sabedoria. Se você souber ouvir, sentirá quando isso acontecer.

Ego.

Não confunda ego com sentimento. Comece a entender que você é inteiro sozinho. Procurar a aceitação nos/dos outros vai te deixar mais longe de quem você realmente é (e causar um mal estar entre os demais).

Olhos atentos, coração protegido.

Aprenda a observar melhor as atitudes de quem te rodeia antes de uma entrega de sentimentos ou de atenção. Tem gente que abusa e usa do poder da persuasão e acaba ofuscando os sentimentos ou ideias reais que você deve sentir. Não se permita. Observe os sinais (olha eles ai de novo).

Acredite, você é capaz do que quiser na sua vida.

É isso mesmo. Se você sente de verdade, você pode acreditar de verdade. E tudo que você quiser pode se realizar.

Silêncio.

Compartilhe apenas seus maiores mistérios e pensamentos nas horas certas com as pessoas certas. Aprenda a observar mais e se colocar apenas na hora certa.

Alimente sua alma com o que te faz feliz.

Cante, dance, fale com suas plantinhas, faça ginástica, dê um sorriso para uma pessoa emburrada, ria de sí mesmo…

Um dia de cada vez.

Se dê tempo ao tempo. Um dia de cada vez, um aprendizado de cada vez. Uma tarefa com excelência de cada vez. O mundo não foi criado em um só dia.

Se permita a sentir.

Não reprima seus sentimentos. Permita-se sentir o que você quer sentir. Isso leva a aprendizados.

Aprenda a entender que as pessoas são diferentes.

E nem todos vão entender você e tudo bem!

E acredito que o mais importante

Agradeça!

Agradeça por poder sentir, por pequenos e grandes gestos, pelos aprendizados, pela alegria dos outros que passam na sua vida, por uma conquista.. Agradeça! Porque isso sim é maravilhoso.

Com certeza em breve terei novos itens para a lista.. Mas por enquanto segue meu contentamento com o ano de 2015. O ano em que eu aprendi como sentir.


Livros para despertar o teu “eu”:

Eckhart Tolle – O Poder do Agora

Lauro Trevisan – O Poder Infinito da sua Mente

Eckhart Tolle – O Poder do Silêncio

Karen Berg – Reencarnação

O Efeito Sombra — Deepak Chopra

Documentários interessantes:

Inner World, Outer Worlds

The Holographic Universe

The Global Consciousness Project

The Annunaki & Ancient Hidden Technology