E essa “reforma” na educação, hein?

O grande problema disso que estão chamando de reforma na educação é que não é uma reforma. À parte de todas as mentiras que estão contando, é uma mudança muito boa, ainda que tímida.

Não sei como alguém pode contrariar alguma mudança em vez de lamentar a situação atual. O que está se propondo é o mínimo: personalização. No nosso modelo educacional — que na contramão do mundo não se altera há uns 200 anos — escolha e divergência são opções praticamente inexistentes.

Os problemas da educação me incomodam muito e há cerca de um ano estou tentando entendê-los de verdade. São muitos os problemas e possíveis soluções. A ideia mais básica sempre bate na personalização, tanto em ritmo quanto em conteúdo.

As aulas de filosofia que temos hoje nunca deixaram alguém com senso crítico (este conceito abstrato que pouco se explica) e se alguém estiver tentando “formar mão de obra técnica” com essa mudança, também está atrasado. Em poucos anos, boa parte das profissões que conhecemos hoje nem mais existirá no formato atual (inclusive a minha). Com internet em mãos, o que as escolas precisam ensinar é como APRENDER A APRENDER. Amanhã precisaremos de novas soluções para problemas que ainda não existem, mas ainda estamos discutindo como resolver os problemas de ontem.

Eu até faria um textão maior — e talvez faça depois — mas preferi adaptar o texto ao site: nem bom nem ruim, medium.

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