Sep 3, 2018 · 1 min read
Ainda me perguntava
O que é o amor?
Como sabemos quando encontramos?
Quando ele é o suficiente?
É possivel amar de n maneiras diferentes?
Sempre acreditei que o amor era algo que preenchia tudo. Que vinha para responder tudo.
Na verdade, o amor é a compreensão da falta. É a aceitação da falta.
É entender que não se pode tudo, é não querer tudo.
É abdicar — e não sentir por isso.
O amor era tão contrário da paixão.
Tão maior.
E mesmo assim — tantas vezes — tão menor.
Tão sútil.
Tão delicado.
Tão discreto.
O turbilhão confundia tudo.
Com sorte, a gente sobreviveria. Passaria a fumaça, a bagunça. A paixão acabaria.
Passaria tudo. A poeira abaixaria.
E com sorte,
Sorte mesmo,
O amor ainda estaria esperando a porta.