Ainda me perguntava

O que é o amor?

Como sabemos quando encontramos?

Quando ele é o suficiente?

É possivel amar de n maneiras diferentes?

Sempre acreditei que o amor era algo que preenchia tudo. Que vinha para responder tudo.

Na verdade, o amor é a compreensão da falta. É a aceitação da falta.

É entender que não se pode tudo, é não querer tudo.

É abdicar — e não sentir por isso.

O amor era tão contrário da paixão.

Tão maior.

E mesmo assim — tantas vezes — tão menor.

Tão sútil.

Tão delicado.

Tão discreto.

O turbilhão confundia tudo.

Com sorte, a gente sobreviveria. Passaria a fumaça, a bagunça. A paixão acabaria.

Passaria tudo. A poeira abaixaria.

E com sorte,

Sorte mesmo,

O amor ainda estaria esperando a porta.

Fernanda Ribeiro R. R.

Written by

Talk is cheap, let’s write.