O SONHO CONSCIENTE

Nas fases da vida nos deparamos com diversas situações ilógicas e inexplicáveis, onde percebemos que a realidade é mais que um sonho. Conscientemente analiso o fato, chegando ao ponto de desconfiar da minha própria existência. Belisco-me e caio em desilusão. Não acredito em mais nada. Reflito… Preciso beber. Sei lá! Na velocidade do pensamento me questiono… Suplico para que minha consciência revele meu interior… O que sou? Dias passam e não consigo me concentrar, pareço estar num labirinto simétrico. Preciso de uma religião e de uma dose de uísque com gelo.

Imagem desconhecida

Deitado, adormeço e deparo-me com uma paralisia do sono. Meu Deus! Rezo o Pai Nosso desesperadamente, vejo tudo ao meu redor, mas algo me sufoca, consigo escapar das garras do demônio do sono, aliviado, me concentro e adormeço. Vagando na imensidão do espaço vazio, deparo-me com uma imagem semelhante à de um homem, que se aproximava de acordo com meus batimentos. Perguntava-me, o que poderia ser? No vasto e misterioso espaço, em plena levitação percebo que não se tratava de um ser misterioso, era meu pai, que misteriosamente segurava nas mãos um papel dourado e selado. Por horas ficamos nos analisando, e quando nos aproximamos caí num abismo profundo. Em um mundo de ilusões, onde a levitação já não era possível, recordo-me do papel dourado e levanto-me da cama, foi quando um rato despreocupado com minha presença passa pela cozinha; gato imprestável! Assim eram minhas palavras, que se repetiam sem parar, havia algo de errado, não sabia onde estava. Aquela não era minha casa, retratos de ratos por todos os lados, de repente, um rato vem em minha direção com o papel dourado. Que decisão tomaria naquela situação? Era surreal! Ao aproximar-me ouço vozes insuportáveis, assustado acordo e percebo que estou paralisado e com a certeza de que estou acompanhado. A realidade outra vez me apavorava, vivia em transe e em busca de uma resposta sensata do real, parecia loucura, mas acreditava que meu subconsciente tinha preparado aquela ocasião misteriosa, havia dois de mim, um que vivia no meu consciente e outro no inconsciente. Perplexo, deixei de investigar e pensar sobre tais questões. Esse sou eu, um ser neutro, sem pensamentos, desejos e questionamentos.