#Música: o que eu escutei em 2014

Uma pequena e preguiçosa listinha das coisas que eu ouvi no ano passado. Tão preguiçosa que eu só tive coragem de publicá-la em 2015!

SILVA — Vista Pro Mar (2014)

O compositor capixaba está caindo cada vez mais no gosto da galera: muitos conheceram a música A Visita do comercial da linha SOU da Natura e acabaram correndo atrás. Gosto muito desse álbum! As letras são simplórias, mas nem por isso deixaram de acessar muitas das emoções recônditas no meu coração. Gosto do minimalismo dos arranjos, já que sempre me pego prestando atenção nos trechos mais elaborados nas músicas. Ouvir os álbuns do Silva é como tirar férias do meu lado músico amador obcecado por composições virtuosas.

Seguindo as pegadas dos trabalhos anteriores, SILVA faz aqui um som meio dowtempo, meio trip hop, misturando timbres diferentes dos que estamos acostumados a ouvir. De modo geral, sua música carrega uma sensualidade que costura sons analógicos e eletrônicos, muitos deles tachados como experimentais, mas que já estão por aí há umas boas décadas. Assim, de uma forma bem orgânica, ouvimos samplers de baterias e contrabaixos com um toque oitentista, saxofones e violões dedilhados, algo característico do artista. É Preciso Dizer é uma das minhas músicas preferidas. Ouça!

Russo Passapusso — Paraíso da Miragem (2014)

Paraíso está na lista de melhores do ano. Mas o que trouxe o álbum aqui foi a grata surpresa topar com um registro que verte o que há de mais fino na música brasileira, uma mistureba de samba rock, pop, manguebeat. Tem muito pandeiro, cuíca, berimbau e toda a miríade de tons do norte e nordeste. Letras ácidas e psicodélicas, cheias de críticas e aventuras do amor boêmio dão o toque final nesta pérola. Indicadíssimo.

Nils Frahm — Screws (2014)

Descobri o Nils Frahm vendo esta animação feita pelo artista Balázs Simon. Me apaixonei instantaneamente pelo som minimalista e delicado deste compositor alemão, que habitualmente mescla em seu som grand pianos, órgãos Fender Rhodes, um Moog Tauros e outros tipos de traquitanas eletrônicas. Apesar das belas melodias, curto o jeito como artista trabalha o silêncio na composição. Screws é um dos meus álbuns preferidos pra relaxar e tirar a carga de estresse do dia a dia.

The Contortionist — Language (2014)

Para aqueles que curtem um bom metal, etéreo, elaborado, cheio de nuances e timbres refinados, a The Contortionist é um prato cheio. Passagens melancólicas, ora enérgicas, acompanhadas de ritmos quebrados, repetições de padrões e outras características do progressive metal são o forte do grupo. Mas Language foi um álbuns dos mais elogiados pela mídia especializada por um bom motivo: é todo feito com dedicação, precisão e sobretudo cuidado com a estética, com a temática, com a beleza, com momentos para fãs de todos os gêneros.

Blues Pills — Devil Man (2013)

Uma resenha sobre o Blues Pills me pegou desprevenido enquanto passava pela timeline do Facebook. Devil Man é de longe uma das músicas mais enérgicas, honestas e rebeldes que ouvi neste ano. Sabbath, Moddy Blues, Zeppeling, Slade, estão todos ali, em doses cavalares do bom e velho rock ‘n’ roll. Vale ouvir cada segundo deste EP.

The Bamboos — Side Stepper (2009)

King of The Rodeo é uma daquelas músicas cinemáticas, que você ouve e imagina algum filme de aventura, com personagens refinados e malandros fugindo com muita espirituosidade dos ‘caras maus’ por Mônaco ou Paris. Com os The Bamboos é assim: simplicidade, melodias cativantes pra você assoviar desapercebido e um molejo de mexer as cadeiras de quem conhece a turma da Motown e o neo-soul de caras como Jamiroquai e Mayer Hawthorn.

The Constellations — Southern Gothic (2009)

A série Suits me levou a esta banda e outras bandas incríveis. Assim que ouvi as primeiras notas de Perfect Day fui tomado por uma energia maluca. Os caras fazem uma mistura de arranjos dos anos 70 filtrados pelas bandas góticas e dark dos 80. Ouça a faixa Felicia e você vai ter uma ideia do que estou falando!

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