Nunca sabemos quando o amor é maior que o amor. Foto: Constantin Brejak/FreeImages.

DOR FINA

Fiquei um tempo tentando entender porque sentia essa dor fina seguida de vertigem quando você surgia. Não sabia se eram seus olhos de ressaca à Capitu, sua altura ou sua beleza espontânea e morena.

Os dias se passaram e vi suas qualidades se multiplicarem a esmo. Ora devido ao seu jeito de falar, pela forma de se vestir, pela sua lindeza enquadrada de formas fotográficas diversas, ora por sentir o cheiro da sua pele em um beijo cortês ou quando conta suas histórias à lua ou ao sol sobre como ama a Audrey Hepburn e seus filmes…

Depois de tudo isso que deslindei, aquela dor fina se revelou. Não era amor, mas algo maior do que isso. Era você.