​Na briga Marvel vs DC quem ganha é a gente

Fernando Vital
Aug 25, 2017 · 2 min read

Sempre que acaba uma Comic-Con, uma das primeiras análises feitas em sites de cultura pop é: quem ganhou a “batalha das editoras”: Marvel ou DC? É que o evento, apesar de englobar muito mais do que esse embate de trailers, anúncios e lançamentos, pode ser resumido na já antiga corrida entre as duas empresas pela atenção do público.

Majoritariamente focado em quadrinhos, o confronto veio tomando proporções cinematográficas (literalmente) quando foi levado para as telonas. Enquanto uma vem construindo desde 2008 um universo coeso nos cinemas, interligando histórias, fazendo personagens desconhecidos do grande público se tornarem hits e criando expectativa para os próximos lançamentos, a outra se perdeu em vários momentos, sofrendo para fazer algo parecido.

As constantes comparações feitas pela mídia entre os dois estúdios resultou numa necessidade de um aumento de qualidade nos materiais apresentados por ambos. Ainda que essa qualidade não seja vista de fato em determinados casos, e algumas escorregadas sejam percebidas no meio do caminho, a preocupação, ao menos, é evidente.

O exemplo mais claro disso é o sucesso do filme da Mulher-Maravilha. Depois de tanto apanhar da crítica (principalmente quando comparada à rival Marvel), a DC conseguiu se sobressair com uma produção que acabou de se transformar no maior êxito comercial do verão americano e que vem apresentando uma consistência em sua bilheteria nunca vista em mais de 15 anos de filmes de super-heróis. Isso tudo sem citar a aclamação da crítica especializada.

Pode ser um ponto fora da curva para a casa do Superman, mas dificilmente os responsáveis pelos próximos longas desse universo de personagens se acostumem com resultados que fujam disso daqui pra frente. É exatamente nesse ponto em que o antagonismo entre as editoras e seus fãs assíduos se torna algo benéfico para quem de certa forma não tem nada a ver com isso.

Os filmes de super-heróis são os grandes blockbusters dessa geração, e mesmo que você não goste do estilo não tem muito como fugir de um lançamento ou do barulho que ele faz. Mulher-Maravilha, mais uma vez, tem levado aos cinemas um público que não costuma ver esse tipo de filme. O ineditismo de um longa desse gênero estrelado por uma personagem feminina tem um peso enorme, é claro, mas se o resultado final fosse ruim o sucesso não seria o mesmo, isso é um fato.

No fim, quem ganha é a gente. Enquanto executivos, cineastas e seja lá quem for, se descabelam para desenvolver produções melhores que as do concorrente, nós ficamos aqui enlouquecendo mais ainda a cada nova prévia lançada. Se as comparações e a busca pelo primeiro lugar continuarem rendendo materiais do nível que temos visto, que esse embate dure muito tempo ainda.

Texto originalmente publicado pelo site Café Radioativo

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