
A crise do não vivi, a angústia de ver a vida passar sem ter feito o que deveria ter sido feito. Queremos um pouco de tudo e de tudo um pouco, não a todo o momento mas ao longo de todo o caminho.
O desejo eterno de experimentar versus o costume eterno de manter.
Enquanto um voa e se espalha, o outro fixa-se e se mantém.
O novo, o prazer, a curiosidade, o flexível e então o desconforto.
A calma, a segurança, a traquilidade, a paz e então a ausência.
Uma ausência da calma ou a falta do novo? O paradoxo entre ganhar e perder. Entre ter e deixar. Entre conquistar e desistir.
Luto por algo. Ganho algo. Mantenho algo. Amo algo. Canso de algo. Desisto de algo. A angústia de querer viver o novo, de novo.