Esquizoide

Nestes dois últimos ciclos da Terra em torno do Sol, tive a oportunidade de conhecer a pessoa mais mentirosa de todos os tempos. 18 meses de conversas diárias, todas elas inventadas. Não, não estou falando de um amigo imaginário, ou um resíduo de esquizofrenia. Um ser humano. Se é que posso chamar assim…

Neste frenesi de maldades, vivo as consequências de ter destruído tudo o que gostava, a sensação de que nada que eu curtia, curtirei de novo. Não que isso seja verdade, mas a sensação de que as coisas legais para mim estão estragadas está bem pungente, uma caatinga, por assim dizer.

Claro que sei que a culpa não é minha. Tenho tanta culpa quanto à de uma vítima de assalto. Ou talvez não, eu disponibilizei a confiança necessária para ser ludibriado. Alguém que é assaltado nem sempre faz isso.

Quando nos livramos de alguém assim, fica sempre a questão, por que? Qualquer vítima se sente assim. Tentamos argumentar de forma lógica, para eximir nossa mente de qualquer potencial culpa, mas geralmente não funciona. Dizem que o tempo ajuda, mas, né?

Lembro-me do motivo do Ouroboros. Eu havia esquecido o porquê dele.

Não mais.

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