Fênix

Do fogo eu nasci, do fogo eu morri e dele eu renasci. As chamas da sua ira são quentes, mas não se comparam com a intensidade da minha fúria; aliás, meu amor é furioso, é quente. Das cinzas eu nasci e com meu fogo nesse mundo eu resisti; eu posso ser aconchegante, mas lembre-se que com fogo não se brinca, devo lhe avisar que eu alimento de fogo, sendo ele bom ou ruim, eu purifico essências maliciosas, eu cesso sua maldade. Com um toque eu esquento, com um beijo eu afloro, mas com um golpe eu explodo. Não quero voar sozinho, quero compartilhar meu calor, você é a faísca que incita minhas chamas, vou lhe incendiar com meu amor. Em noites frias quero que as estrelas sejam testemunhas da pureza dos nossos corpos convergindo, quero que elas vejam como meu calor lhe aquece e como meu fogo irá reduzir seus vícios, suas falhas e seus enigmas em meras cinzas que serão levadas com o vento. Mas não tente me apagar, pois eu sou uma fênix, o fogo que me derruba é o mesmo que eu uso para me reerguer. Se você me extinguir sua única saída vai ser ver minha ascensão, pois irei renascer e você vai me ver retornar mais forte, mais intenso e mais perfeito do que nunca. Você não é capaz de me eliminar, minhas falhas são simples brasas que incendiam meu corpo de amor próprio, como eu disse meu bem, eu sou uma fênix.

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