Egocentrismo: quem sou

Não sei direito porque decidi fazer uma postagem onde me apresento. Não há um motivo maior para isso, talvez seja um certo egocentrismo, uma prepotência de achar que alguém lerá umas palavras sobre mim.

Não que já não tenham lido. Toda vez que posto algum texto é como se estivesse nua e arregaçada para quem quer que seja.

Mar. Mar porque há ele em meu nome. Nunca gostei de meu nome (comum demais, simples demais), até ver que poderia poetizar algumas sílabas dele. E assim nasceu Mar — e que saudade do barulho das ondas que deu.

Sempre fico pensando como a arte entra na vida de cada pessoa. Penso que seja através de emoções fortes (faz sentido isso, não é?). Mas sou nova. Talvez não tenha crédito algum dizer que sou do ano de 2000. Mas foi assim que arte entrou em minha vida, lá bem novinha, quando senti a dor da perda pela primeira vez.

Escrever tornou-se a forma mais crua de transmitir tudo que sentia de forma orgânica e sincera. E lembro direitinho de meu primeiro texto feito com orgulho e realização: lá pelos meus oito anos.

Um tempinho depois descobri que gostava de pintar. Desenhar também, mas a tinta sendo o material que mais me seduzia.

Cheirinho de acrílico é uma das coisas que me faz mais feliz.

E com meus doze vi que fotografar era muito além de registrar momentos. Era também uma linda manifestação artística.

Comecei a fotografar. E ultimamente é o que mais me rende frutos.

Aos quinze comecei com artes cênicas. Mesmo nunca ter sido do tipo que sonhava em ser atriz, foi lá onde encontrei as pessoas mais corajosas e empenhadas pela arte que uma cidade de cento e vinte mil habitantes poderia proporcionar. Também percebi que gostava de gravar curtas bobinhos com meus amigos e estudar/conhecer sobre cinema. Talvez seja exatamente esse meu caminho. Não sei. Mas é o que amo.

Nunca parei de escrever, mas de três anos para cá foi minha retomada. Depois de ter me aventurado em vários espaços artísticos, vejo que escrever continua sendo minha grande paixão — e meu maior desafio.

Aqui é onde compartilho meu crescimento. Esse ano foi complicado, foda mesmo, mas foi o ano em que mais estive sensibilizada em produzir o que mais tira meu sono e mais me dá prazer: arte, em todas suas formas.

Desculpa se isso tudo soou arrogante ou prepotente. É meu maior medo. Mas meu Medium sempre foi isso, um puta desabafo da pessoa que mais conheço e que mais é um mistério para mim: eu mesma.

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