Sobre tentar ser uma pessoa melhor

Há uma tentativa em looping de minha parte em sempre tentar ser alguém melhor. Não sou uma pessoa passiva às coisas, não sei dizer ‘talvez’ ou ‘quem sabe’.

E não há nada mais difícil que isso.
Sempre fui uma pessoa cheia de certezas. Ou pelo menos achava ter.
A última coisa que quero é prejudicar as pessoas. Mas conviver em sociedade, meus amigos, é complicado demais.
E toda vez que vejo, minha tentativa em ser melhor não adiantou nada. Pelo contrário. Me trouxe dor.
Como diria Criolo: “As pessoas não são más. Elas estão perdidas. Ainda há tempo.”
Ainda há tempo.
E não, não sou má do tipo que bate em velhinhos ou que foge de minhas responsabilidades. Só estou perdida e nem sei direito quem é que sou.
Tive uma infância onde era chamada de Mônica por ser “gorducha e mandona”. Onde minhas amiguinhas fingiam que eu era invisível por justamente ser mandona.
Mas como disse anteriormente, não sei ser passiva.
Eu quero e vou atrás. Eu quero ver os que estão ao meu redor felizes. Eu quero ajudar.
E meu deus, continuo fazendo tudo errado.
Odeio possessão e muitas vezes ajo de forma exageradamente possessiva. Odeio que fiquem com raiva de mim. Odeio que digam que eu não sei ouvir os outros.
Tudo que eu quero é estar com as pessoas.
E ao mesmo tempo não quero. É uma ansiedade acumulada onde notificação de celular me deixa doente, sair de casa me dá ânsia de preocupação, nota de prova me dá dor de estômago. 
Onde vou parar assim?
A vida, às vezes, é complicada demais de viver pra mim. 
Só peço paciência. Juro, estou tentando melhorar. Um passo de cada vez. Não quero machucar ninguém, e, por favor, se eu fiz algo que te chateou, me diga. 
Sempre sinto que estou em dívida com as pessoas.
Mas vai ficar tudo bem. É a esperança que sempre tenho. Vou aprender algum momento que menos é mais. Só preciso de tempo.

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