Não é só esporte

Trabalhar com esporte é viver com a emoção a flor da pele. É sentir as alegrias e tristezas, mesmo não estando em campo, pilotando um carro, arremessando uma bola ou numa apresentação. É ser torcedor e sofrer como torcedor. É chorar num fim de semana e sorrir no outro, na corrida seguinte, no jogo seguinte. É uma emoção, que vai além do esporte e tudo que ele envolve.

Recentemente dois acontecimentos me tocaram muito e me levaram a escrever sobre este tema: emoção. O primeiro com repercussão até mundial. Dia de clássico pelo Brasileirão, Palmeiras e Corinthians, e a mãe narrando o jogo para o filho deficiente visual no estádio do Palmeiras.

Seja qual for o seu time, não tem como não se emocionar com a história de Silvia Grecco e o filho Nickollas, de 11 anos. É uma paixão sem explicação. Coisas que só o esporte proporciona. E a imagem viralizou nas redes sociais e correu o mundo. Os dois foram a programas de TV e conheceram de perto os ídolos do Palmeiras.

Emoção no clássico Palmeiras e Corinthians (TV Globo)

De perto, também vivi toda a emoção da equipe Bardahl Hot Car na etapa da Stock Car, em Cascavel, no mesmo final de semana deste clássico do futebol.

Nas etapas anteriores, alguns problemas no pit stop impediram melhores resultados do piloto da equipe Rafael Suzuki. Só quem vive e acompanha todo o “circo” da Stock, sabe o quanto os mecânicos e engenheiros trabalham numa equipe. São horas e horas. E num pit stop de segundos, que foi treinado exaustivamente, uma porca fica presa e o resultado é perdido na pista.

Ver os mecânicos frustrados, tristes, sabendo que eles treinaram tanto, é tão dolorido quanto ver o piloto, chefe de equipe, patrocinadores chateados com toda a situação e o resultado final.

Mas numa etapa seguinte, tudo muda. Em Cascavel, a equipe Bardahl Hot Car trabalhou com perfeição no pit stop. Rafael Suzuki também foi brilhante na pista. Largou na pole na Corrida 2, parou no box em primeiro e quando saiu na frente depois do pit, todos comemoraram como gol na final da Copa do Mundo.

Comemoração da equipe Bardahl Hot Car (Crédito: Vanderley Soares)

Pode parecer pouco, pra quem olha de fora, mas a sensação, a emoção de quem viveu tudo aquilo é inenarrável!!! No final da corrida, a vitória não veio, mas veio o primeiro pódio da equipe este ano e a comemoração foi enorme. Um peso que sai das costas, lágrimas que escorrem sem a gente querer… Pois é… Não é só esporte!

Tente parar e pensar em alguns momentos inesquecíveis da sua vida. Com certeza, em algum deles o esporte está presente. Nas principais lembranças também.

Esse é o lado bom do esporte. É o que conta. Sem fanatismo, sem brigas. Esporte é entretenimento, emoção e muitas vezes inexplicável.

Fernanda Gonçalves

Diretora Executiva da FGCom

Assessoria em Comunicação

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