O Tribunal das Redes Sociais

Nas últimas semanas, deu o que falar o episódio do apresentador William Waack, afastado da bancada do Jornal da Globo, após um comentário racista feito fora do ar e que vazou durante troca de mensagens pelo Whats app. O ocorrido foi no ano passado, mas logo que exposto ganhou a atenção de milhares de pessoas, especialmente pelas redes sociais.

Em poucas horas, a Globo já anunciou o afastamento do jornalista e o episódio comprovou mais uma vez a grande influência das redes sociais no debate público. O assunto também pautou jornais, sites, revistas e a própria TV Globo se pronunciou sobre o ocorrido. Uma consultoria, contratada pela revista Veja, analisou 50 mil citações ao jornalista nas redes sociais e 90% eram negativas.

No tribunal das redes sociais, Waack foi condenado em minutos e sua “defesa”, com certeza, não teve a mesma repercussão. Claro que também não concordo com o que ele disse, nem qualquer outro comentário racista. Mas é notório perceber como “piadas” que antigamente eram negligenciadas ou faziam parte do cotidiano das pessoas, se tornaram inadmissíveis. E a “vigília” nas redes sociais fez isso aumentar ainda mais.

Claro que existem exageros. Qualquer dia, algum grupo vai acabar com o jogo de truco, porque a dama vale menos que o rei. Parece piada, mas não duvido. Este ano mesmo, numa pauta criada para a Stock Car, tivemos uma parte da matéria excluída para evitar uma possível conotação machista.

Sem entrar em detalhes ou prolongar o debate sobre isso, o que gostaria de reforçar realmente é a força das redes sociais, algo que temos discutido mais e mais nos media trainings e trabalho de assessoria com marketing de conteúdo.

No mundo atual, falar em off ou fazer algo “escondido” virou lenda. Então, especialmente pessoas públicas, celebridades, atletas precisam tomar muito cuidado na hora de expor alguma opinião ou sair por ai fazendo algo em público. Não precisa se transformar num robô, mas analise bem o quanto vale um post, uma declaração. Lembre-se que preservar sua imagem vale muito mais que algumas curtidas.

Apesar de já fazer parte das nossas vidas, ainda estamos tentando entender as redes sociais, pois infelizmente ela informa para o bem e para o mal. E como lidar com as “fake news”? Muitas pessoas leem e acreditam piamente. E nem veem depois que a notícia foi desmentida.

Num mundo onde pessoas leem menos jornais e revistas e assistem menos à TV tradicional, este é um debate que só tende a crescer. E temos muito a aprender.

Fernanda Gonçalves

Diretora Executiva da FGCom

Assessoria em Comunicação

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