Os cliques não podem valer mais que a qualidade do conteúdo

No início deste ano, lendo uma matéria sobre um dos youtubers mais famosos do mundo me deparei com mais uma destas aberrações criadas pela internet. O norte-americano Logan Paul, de 22 anos, comanda um canal com mais de 15 milhões de seguidores no Youtube.

E na “guerra” por mais audiência produziu um vídeo lamentável onde ele e alguns amigos apareciam na floresta Aokigahara, no Japão, conhecida como “floresta dos suicidas”. Em determinado momento, Paul mostrava um homem enforcado em uma árvore, “rindo” da situação.

Vídeo publicado, imediatamente o youtuber começou a receber críticas e foi obrigado a tirar as imagens do ar e divulgar mensagens de desculpas. O fato virou notícia e correu o mundo.

O vídeo de desculpas de Logan Paul… Tarde demais…

Outros casos deste tipo já aconteceram com influenciadores na internet. Como jovens desta idade, muitos têm estilo polêmico e acabam cometendo deslizes na tentativa de atrair mais público e, consequentemente, mais dinheiro, já que muitas marcas utilizam estes influenciadores para fazer publicidade, em virtude da grande capacidade de engajamento que possuem.

Sem a necessidade de ter um veículo de comunicação por traz ou uma grande agência de mídia, eles têm custo praticamente zero para publicar seus vídeos e ganham rios de dinheiro. Mas será que acontecimentos como estes não podem prejudicar a credibilidade dos youtubers?

Mesmo com uma agência por traz, todo um planejamento, algumas divulgações dão errado… Muitas campanhas já foram tiradas do ar, porque o público desaprovou. Então, como controlar esse mundo “sem lei” que ainda é a internet? Você patrocina um canal de um jovem no Youtube e, de repente, sua marca está associada a brincadeiras preconceituosas, machistas etc.

Claro que tem muita gente que faz um trabalho sério nas redes, mas acho que ainda precisamos aprender muito sobre esse universo digital. Pra mim, a qualidade da informação sempre deve valer mais que os cliques que ela tem. Já que este é um caminho sem volta, o futuro da comunicação agradece se for assim.

Marcha Ré

E, falando no assunto e no esporte que atuamos mais efetivamente, o tetracampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton também teve seu nome envolvido em mais uma polêmica das redes sociais. O inglês postou em seu instagram um vídeo onde questionava o sobrinho de 4 anos por estar trajando uma roupa rosa, “de princesa” e ainda dizia que meninos não usam vestido.

Sempre ativo nas redes, Hamilton deletou todos os posts de sua conta após uma chuva de críticas de seguidores que consideraram o vídeo machista. O piloto ficou dias sem postar e voltou “pianinho”, sem falar nada sobre o assunto… É Lewis… O negócio é torcer para a temporada da F-1 começar logo e acelerar na pista. A pressão nas redes sociais anda mais acirrada do que nas curvas dos circuitos.

Fernanda Gonçalves

Diretora Executiva da FGCom

Assessoria em Comunicação

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