Pista Rosa

Outubro, bem como março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, transformou-se em um mês emblemático para ações relacionadas ao sexo feminino. Tudo isso, graças ao “Outubro Rosa”, um movimento que nos alerta para a importância do exame de mamas na prevenção deste tipo de câncer, que afeta milhares de mulheres no mundo, mas que se identificado em sua fase inicial tem grandes chances de cura.

E foi uma matéria que o grande produtor e amigo Alexander Grunwald fez neste mês no Giro SporTV com pilotos mulheres, que me inspirou a escrever um artigo falando sobre a presença feminina no jornalismo esportivo, em especial o esporte a motor. Uma homenagem simples, mas com muito carinho para mulheres especiais que passaram pela minha vida na faculdade, nas redações e na cobertura de eventos.

Quando comecei a trabalhar “nas pistas”, ainda eram poucas as assessoras na sala de imprensa. Nos boxes, mais raro ainda, mas felizmente hoje já temos engenheiras, telemetristas e pilotos mulheres.

Meg Cotrim, que foi minha antecessora no jornal A Gazeta Esportiva, era uma das referências e, por sorte, hoje uma das minhas grandes amigas. Implacável no cumprimento do bom jornalismo, ela nunca mede esforços para destrinchar os assuntos abordados, seja nos press releases ou nas sugestões de pauta. Sem contar o português perfeito, num cuidado exemplar.

E foi nesta mesma época também que conheci a Fátima Paiva, que fazia e acontecia com suas pautas nas pistas. Sempre muito determinada, divertida, uma grande Relações Públicas.

E a Leda Cury, com seu alto astral inigualável? Suas risadas e bom humor levantavam a energia de qualquer sala de imprensa. Tenho muitas saudades das coberturas no Trofeo Linea.

O tempo foi passando e as mulheres começaram a invadir os “bastidores das pistas”, seja comandado as ações de marketing dos patrocinadores ou na sala de imprensa. Na ReUnion, onde fiz grandes amigos e ganhei uma segunda família, também tive a chance de trabalhar com super mulheres. Que me ensinaram muito! Seja no trabalho ou na vida. Com algumas, felizmente, tenho contato direto até hoje: Mari Ibanhez, Alessandra Pintor, Paula Rodrigues, Milla Delfino, Camilla de Andrade, Andrea Simi, Carla Marcondes, Mel Kechichian… Amigas para o resto da vida.

Foi também nas pistas que conheci a Glauce Schultz, que parece a mesma menina que se apresentou pra mim numa Mil Milhas de Interlagos quase 20 anos atrás. Ainda tenho a sorte de conviver com a Glau na Stock Car, bolando pautas, saindo para os jantares, sempre com a presença da minha “roommate” Natália Costa, que admiro como profissional, mas também por seu bom coração e determinação. Como elas, outras mulheres também estão ou já estiveram na categoria, fazendo a diferença: Paty Casagrande, Silvana Grezzana Santos, Juliana Marques, Marina Gil, Helena Franco… Espero não me esquecer de ninguém, pois já faltou aqui nesta lista a queridíssima e alegre Michelle Bragantini!

No rali, também conheci outras mulheres que não têm medo de passar perrengues, dormir em acampamento, tomar banho frio, aguentar as aflições de não ter sequer um ponto de sinal de celular para mandar seus press releases e, mesmo assim, não deixar a peteca cair. Entre elas, Mércia Suzuki, Carol Yada, Isis Moretti, Angela Monteiro, sem falar na super Sabrina Proença, que é um grande exemplo na organização do Rally dos Sertões.

E da TV, cobrindo tudo o que rola de velocidade, temos a incansável Erica Hideshima, do SporTV. E antes da Keka, a querida Wania Westphal, que eu lembro desde os tempos da Gazeta!!

Na parte de fotografia, minha talentosa xará Fernanda Freixosa e a amiga Alessandra Horst, que “comanda” os fotógrafos da agência Hyset com muita dedicação. Das mãos, máquinas ou computadores delas saem imagens e momentos inesquecíveis das pistas, algumas fotos são verdadeiras obras de arte.

E não poderia deixar de citar as super mulheres que junto comigo já dividiram ou dividem os clientes da FGCom: Beatriz de Paula, Paula Maia, Mayara Munhoz e Gabriely Menezes. Mesmo neste “ambiente masculino” dos autódromos, elas sempre foram maioria na agência e com toda a delicadeza e pulso firme das mulheres, me ajudaram a fortalecer o nome da FGCom. E claro que os meninos também, em especial o Caio Scafuro, meu colaborador mais antigo! Haja paciência para aguentar tanta mulher junto, hein, Caio? rsrsrss

Não posso deixar de citar aqui também minhas grandes amigas da faculdade. Minhas irmãs, na verdade. Juntas demos os primeiros passos no jornalismo. Seguimos caminhos distintos depois de formadas, mas são profissionais que admiro demais: Fernanda Cesaroni, Carol Knoploch e Natália Rinaldi.

E, para terminar e demonstrar minha gratidão ao site Nobres do Grid, onde também publico minhas colunas, uma homenagem às duas grandes colunistas da página que servem de inspiração também: a psicóloga Catarina Soares, com a interessantíssima e criativa coluna “Automobilismo Cabeça”, e a engenheira mecânica Maria da Graça, que não tem medo de colocar a “Mão na Graxa”.

Com certeza, devo ter me esquecido de algumas amigas desta jornada esportiva, mas minha gratidão a todas e que possamos seguir desbravando mais e mais circuitos na vida!

Fernanda Gonçalves

Diretora Executiva da FGCom

Assessoria em Comunicação

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