Press release: vilão ou mocinho?

O press release é uma das “ferramentas” mais utilizadas pelas assessorias de imprensa. Como todos que trabalham no meio sabem, é um texto de cunho jornalístico enviado diretamente às redações com o objetivo de informar, gerar pautas, mas que muitas vezes acaba sendo publicado na íntegra por veículos menores (até com seus erros se houver…).

O problema é que o “mau uso” do press release o tornou um vilão em muitas redações. Os jornalistas são “bombardeados” com textos deste tipo todos os dias em suas caixas de e-mails. E, às vezes, recebem sobre assuntos que nem são de suas editorias.

É um trabalho contínuo para os assessores ter o mailing sempre atualizado (algo difícil nos dias de hoje com tantas mudanças nas redações) e buscar restringir cada vez mais o disparo destes textos, valorizando realmente o que é importante para o jornalista receber. Em muitos casos, vale bem mais a pena criar uma pauta para um único veículo e ver uma boa matéria publicada, ao invés de ver seu press release se perder nas caixas de entrada dos editores ou ser divulgado por veículos sem grande expressão.

A missão também está em convencer os clientes de que nem tudo é importante e que “vale” um press release. Mostrar que disparar releases seguidos, sem assuntos relevantes, pode ser um verdadeiro “tiro no pé”. O jornalista coloca seu endereço no SPAM e quando a pauta for boa você corre o risco dele nem saber.

Mas eu comecei escrevendo este texto e pensando também nas diferenças dos press releases no Brasil e no mundo. Posso falar com mais propriedade da área de esporte, especialmente automobilismo, onde atuamos.

Os press releases na Europa e Estados Unidos são mais “simples” em termos de conteúdo. Muitas vezes vêm com uma introdução, uma frase de um atleta, uma frase do outro e acabou. Não tem o resultado completo do evento, informações mais detalhadas sobre o local onde ele aconteceu e é isso.

Outra curiosidade que vejo é que muitos textos das assessorias internacionais vêm repletos de elogios à performance do atleta, algo bem mais evidente do que nos press releases aqui.

Fico pensando se a nossa forma de escrever press releases, mais parecidos com textos jornalísticos, não está no fato da profissão de assessor de imprensa ter sido dominada no Brasil por jornalistas, ao passo que no restante do mundo ela é ocupada por Relações Públicas.

Talvez até por isso hoje seja muito comum editores de veículos menores pedirem para os assessores escreverem determinadas matérias para o site, revista, etc, que irão falar dos seus clientes. Além, é claro, do fato das redações estarem tão enxutas que, sem tempo para fechar todas as pautas, os editores acabam pedindo “socorro” para os assessores.

Voltando aos releases, não sei se a forma como fazemos aqui é a melhor. Mas eu prefiro press releases mais completos, onde não fiquem dúvidas para os jornalistas. Claro que os textos devem ser objetivos, sem “florear” muito a história, mas, na minha opinião, boa informação nunca é demais.

E olha eu na televisão (à esquerda) ao lado dos também jornalistas Marina Gil e Celso Miranda

Observação: No último texto do blog, brinquei com o fato de algumas pessoas não entenderem a minha função de assessora de imprensa e que muitas pensam que eu vou aparecer na televisão… E não é que aconteceu? Risos… Participei no dia 16 do programa do amigo e jornalista Celso Miranda no Bandsports, o Super Motor. Um programa especial com mulheres pilotos, que trabalham com esporte a motor nos bastidores e fiquei muito honrada com o convite! E estava super nervosa por estar ali ao vivo na telinha! Risos…

Fernanda Gonçalves

Diretora Executiva da FGCom

Assessoria em Comunicação

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