Relacionamentos virtuais nas redações

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Oct 22 · 3 min read

Vários fatores são importantes quando se inicia um trabalho de assessoria de imprensa. Um deles é crucial: relacionamento. E, em um mundo cada vez mais digital, o relacionamento também segue essa tendência virtual.

Lembro quando comecei no jornalismo e recebíamos a visita de assessores. Eles levavam press kits, fotos impressas dos clientes e muitas vezes o próprio cliente também ia até a redação.

Comportamento cada vez mais raro nos dias de hoje, até porque com as redações enxutas poucos têm tempo para dar esse tipo de atenção.

Também sou do tempo em que recebíamos os press releases por fax. Os assessores ligavam para avisar que iriam mandar o texto, o convite para a coletiva, a sugestão de pauta… E, então, anos depois, surgiram os e-mails e o fax virou peça de museu.

A assessoria comprava o mailing de uma empresa especializada, filtrava por editoria, cargo, cidade, etc e pronto. Tinha ali o contato direto com o jornalista via e-mail. Vendia suas pautas por ali, enviava press releases e os telefonemas já começaram a diminuir.

Essa prática ainda é a mais comum nos dias de hoje, mas com as redes sociais, o e-mail também vem se tornando obsoleto nas redações. Muitos editores, repórteres, produtores e pauteiros já recebem suas sugestões direto pelo WhatsApp, Linkedin, Facebook, Instagram…

É prático, sem dúvida, mas eu confesso que ainda me incomoda um pouco. Muitas vezes, você não tem retorno, não sabe se a pauta foi adiante, se têm interesse, principalmente, quando o WhatsApp, por exemplo, é do veículo e não de uma pessoa física.

Gosto da vida online, mas ainda prefiro a offline. O contato pessoal, da conversa olho no olho, de ouvir a voz das pessoas, da resposta prática: “sim, a pauta interessa” ou “não, não interessa”. Sem que se receba em seguida um mídia kit para um anúncio no veículo ou algum outro tipo de proposta, algumas realmente indecentes.

Enfim, talvez os antigos assessores também tenham sentido isso com o advento do e-mail, que já deixou esse contato mais impessoal. Por isso, precisamos nos atualizar o tempo todo, criar formas de “falar” com os veículos, vender nossas pautas por meio destes novos meios digitais. Ver esses novos canais como algo agregador, uma ferramenta a mais que temos nas mãos.

Este ano, criei no WhatsApp uma lista para envio de fatos importantes dos nossos principais clientes. Gosto de lista, porque cada um recebe individualmente e não se cria mais um grupo para dar bom dia, boa tarde, entrar em brigas políticas e por ai vai.

Tem funcionado muito bem e os jornalistas gostam. Mas é claro que antes do primeiro envio eu perguntei para cada um se gostaria de receber ou não. E acho isso extremamente importante, respeitoso, principalmente com a avalanche de informações que já recebemos nos dias de hoje.

Mas… Uma coisa é certa. Muda a forma de se relacionar, mas não muda a importância de respeitar o espaço do outro. E estudar! Conhecer bem o cliente, os veículos. Com uma boa história nas mãos e bons relacionamentos, as assessorias seguirão tendo seu papel, em qualquer “dimensão”.

Fernanda Gonçalves

Diretora Executiva da FGCom

Assessoria de Imprensa / Comunicação

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Assessoria de Comunicação / PR

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