“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”

Não sou fã do Roberto Carlos, mas adoro essa frase de uma de suas músicas. Acho válida para tudo na vida, mas no esporte, onde as emoções estão sempre a flor da pele, ela cabe ainda melhor.

Quando fiz minha graduação em jornalismo, há mais de 20 anos, a internet mal existia. Os alunos queriam trabalhar no Jornal Nacional, na Veja, no Estadão, na Folha, no O Globo. Assessoria de imprensa, então, era uma das últimas opções e muitos nem viam com bons olhos. “O jornalista tem que ser imparcial e o assessor defende uma marca, uma pessoa, uma instituição.” Era esse o principal comentário de alguns amigos na faculdade.

Mas nem sempre é assim. Muitas vezes quando você trabalha para um veículo, especialmente na grande imprensa, a imparcialidade nem sempre é total. Normalmente, cada um tem uma linha editorial e os repórteres e editores são obrigados a segui-la, mesmo não concordando algumas vezes.

Eu nunca usei de mentiras nos meus press releases ou aumentei fatos que não fossem verdadeiros. O assessor toma mais cuidado com as informações do seu cliente, zela pelo bem e a imagem do assessorado, mas não mente. Pelo menos, não deveria.

Hoje, a realidade das faculdades de jornalismo é bem diferente. Na minha época, os trabalhos de conclusão de curso eram documentários, livros, revistas. Hoje, todo mundo quer ter um canal no Youtube. Pudera… Muitos youtubers já faturam mais que apresentador de TV.

A assessoria de imprensa também sofre com essas mudanças. Não ficamos mais presos a divulgar press releases e sugerir pautas. É um trabalho mais amplo, envolvendo outros aspectos da comunicação. Passando por marketing digital, content marketing, entre outros. E é um desafio interessante aprender a lidar com tudo isso. A falar diretamente com o público alvo de seu cliente, criar ações, impulsionar sua presença no mundo digital, entre outros.

Mas, voltando ao título desta coluna, na minha época de faculdade também não era muito aceito o jornalista expressar sua emoção na cobertura de um evento. Como se você fosse um robô. Hoje o jornalismo está mais “humanizado”, a palavra do momento rsrsrs

Muitas pessoas não querem saber só da notícia, querem os bastidores, as curiosidades e querem ver a emoção de quem está transmitindo a reportagem também.

Enfim, tudo isso para chegar ao momento que me fez escrever essa coluna: minha emoção nos boxes na abertura da temporada da Stock Car. A equipe Bardahl Hot Car, onde eu trabalho desde 2010, não ganhou a corrida, não foi para o pódio, mas o oitavo lugar do Rafael Suzuki/JK Vernay e nono do Guilherme Salas/Mariano Altuna foram comemorados com muita alegria. Os dois largaram do fim do grid e fizeram uma prova perfeita.

Pit Stop da Equipe Bardahl Hot Car na Corrida de Duplas (Foto: Vanderley Soares)

Uma equipe é feita de pessoas e só quando você trabalha dentro de uma delas sabe a luta que é, os conflitos e aflições que cada integrante vive, seja ali no trabalho, seja na vida pessoal. Foi um momento de alegria e que eu espero que se repita muitas vezes este ano. Parabéns ao chefe da nossa equipe, Amadeu Rodrigues, ao time incansável de mecânicos e engenheiros que trabalharam sem folga nos últimos meses. Ao admirável Roberto Galvão, presidente da Promax Bardahl, e que sempre apoiou o automobilismo brasileiro.

E parabéns para o “garoto prodígio” do endurance, Pipo Derani! Duas vezes campeão das 12 Horas de Sebring, com apenas 24 anos, em sua terceira participação na prova! Tenho muito orgulho de ter o Pipo como nosso cliente na FGCom. Também sei a luta que ele teve para chegar até ai, já que quando começamos ele ainda estava na F-3 na Europa em 2012.

Vitória de Pipo Derani em Sebring (Foto: BigTom O'Connor)

Também foi um dia de muita alegria. Mesmo de longe, eu fiquei com frio na barriga a cada curva da volta final. O “Derani Voador”, como escreveram na revista Autosport inglesa, ainda vai dar muita alegria para o Brasil nas pistas.

Que seja uma temporada de boas emoções para todos!

Fernanda Gonçalves

Diretora Executiva da FGCom

Assessoria em Comunicação

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