Como aprendi (e continuo aprendendo) inglês 💙❤️

Alguns leitores perguntaram se eu aprendi inglês sozinho e se eu não vi na escola.

Bem na escola sempre tem a disciplina inglês, porém a mesma é praticamente verb to be o tempo inteiro, sem um foco em diálogos, no dia-a-dia, geralmente é decorar verbos irregulares e a estrutura da gramática.

Não considero isso aprender inglês! Leitura de textos em inglês é algo raro nas escolas, e dificilmente são ensinadas técnicas de scanning e skimming.

Nesse sentido a minha motivação para entender os jogos, foi o que mais ajudou, vivia com um dicionário do lado, anotava palavras que não conhecia e aos poucos fui adquirindo vocabulário. Com o passar do tempo usava bem menos o dicionário por reconhecer alguma palavras já vistas, depois eu já era capaz de deduzir certas coisas pelo contexto (entender o sentido da frase, não a tradução literal).

Naquele tempo não existia Google Translate, não é verdade?

Desde a infância traduções me incomodavam, assistia muito desenho animado: Pica-pau, Looney Tunes, Tom & Jerry entre outros, e notava que os títulos falados NUNCA correspondiam ao que estava escrito. Então eu passava a traduzir “ao lé da letra” e fazia menos sentido ainda. Daí comecei a abstrair palavras. Só anotar as palavras que não conhecia, mas, não traduzi-las. Eu passei a tentar “advinha-las”.

Lógico que tive dificuldades com modificadores (adjetivos, advérbios etc) que alteravam o sentido do texto. Até hoje isso acontece quando me deparo com palavras novas.

Depois de já possuir um bom vocabulário da língua inglesa, resolvi fazer um curso de inglês, mas, o foco continuava no ensino da gramática. Porque eu critico isso?

Bem, como nativos da língua portuguesa não utilizamos no dia-a-dia 90% da gramática do português brasileiro, todas suas regras e indicações e mesmo assim não estamos fugindo da norma culta.

Por exemplo: na língua falada quase ninguém utiliza os pronomes: tu e vós. Alguns tempos verbais são simplesmente deixados de lado.

Dificilmente você fala: “Aquele rapaz fará o trabalho” geralmente usamos: “Aquele rapaz vai fazer o trabalho”. Não estou questionando se é certo ou errado, apenas que a língua de um povo é mutável com o passar do tempo. Inclusive muitos teóricos defendem que o papel da língua é comunicar e fazer ser entendido.

Enfim, esse foco gramatical me vez abandonar o curso após o primeiro módulo. Na faculdade de Biblioteconomia cursei as disciplinas de Inglês Instrumental I e II, realmente foram excelentes, com os professores do Instituto de Letras, o foco era na leitura e interpretação de textos em inglês, aprendi e aprimorei várias técnicas de leitura. Como a scanning e skimming já citadas.

No mestrado a língua inglesa é fundamental, tanto no processo seletivo quanto no desenvolvimento da dissertação. Grande parte dos bons artigos são em inglês. Inclusive pesquisadores brasileiros publicam em renomados periódicos internacionais. Porém isso não é o suficiente para a fluência.

Claro que leitura ajuda, mas sem falar fluentemente e entender o que é dito é bem complicado. Uma criança aprende a língua pela conversação, depois forma as primeiras sílabas e forma palavras.

Não entendo porque as escolas brasileiras e também as de idiomas insistem em ensinar inglês focado em gramática. Não é curioso o fato de um adulto brasileiro se expressar pior que uma criança americana? O adulto pode ter muito conhecimento prévio e um vasto vocabulário, mas, quando fala fica nítido muitas falhas.

Logicamente uma criança tem maior facilidade em aprender coisas novas, no entanto, é a forma de ensino que confere a fluência. Nós adultos somos imediatistas, queremos “aprender” rápido com um objetivo já definido. O que atrapalha o aprendizado, não é verdade?

Uma criança aprende com músicas, a formar sílabas, mas apenas ouvindo. O aprendizado do inglês ou qualquer outra língua, ocorre primordialmente pela ação de ouvir, indentificar as sutilezas da pronuncia, e só então o reconhecimento das palavras.

Atualmente estou fazendo um curso de inglês, e meu foco é na conversação. O curso é excelente, pois seguem o método da Universidade de Cambridge, e todas as aulas são ministradas em inglês. E o professor, que é meu xará, deixa o conteúdo bem fluido e interessante.

E por isso fiquei me perguntando porque as escolas brasileiras continuam com o método arcaico de ensino de línguas? Eu fiquei impressionado com este novo curso e com a qualidade do material é muito bom. Ainda não tive a oportunidade de testar curso online com professores nativos (acho a proposta interessante e acredito muito no EaD) mas, acho interessante a interação com os colegas para reforçar o uso da língua.

Por isso optei por algo presencial.

Enfim,Aprender uma língua depende de dedicação, você não será fluente se for às aulas duas horas por semana e pronto, é preciso ver vídeo em áudio original, com legenda em inglês, ouvir músicas e acompanhar as letras etc., mesmo que você não entenda 100% o que está sendo dito. Apenas assim você irá se acostumar com a língua e entendê-la com mais facilidade.

#FicaDica

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