SOBRE CROCODILOS E HOMENS

O homem moderno sempre ouviu que a criminalidade é causada pela pobreza, que o criminoso é um injustiçado social e que o crime não é responsabilidade do indivíduo que o pratica, mas antes de tudo uma falha da própria sociedade para com esse indivíduo.
É impossível falar de crime sem mencionar o que é justiça. Falar sobre justiça é impossível sem tratar da Natureza Humana e da Natureza Animal.
O filósofo John Locke tratou dos direitos invioláveis que todo homem possui independente das convenções sociais de qualquer época: a vida, a liberdade e a propriedade.
De certa maneira a vida e a liberdade ainda são, por enquanto, aparentemente “autoevidentes” em terras brasileiras, mas devido ao amplo domínio (des)cultural da esquerda ainda se faz necessário realizar uma defesa da propriedade.
A propriedade serve para evitar o conflito e estabelecer que determinado bem escasso pertence a um dono legítimo e incontestável.
Tudo aquilo que não é escasso não necessita ser defendido pelo direito de propriedade, por exemplo, o ar que respiramos é tão abundante que não há conflitos para estabelecer o direito de usufruí-lo.
No mundo animal não há propriedade e essa é a razão pela qual nesse ambiente há uma guerra perpétua pela sobrevivência. Mate ou morra! Lute ou corra! Dessa maneira o respeito a propriedade se torna a maior distância entre um homem e um animal.
O leão não consegue lucrar com outro leão adentrando em seu território, pois não há um direito claro e estabelecido perante ambos sobre a posse do terreno que pisam, logo, a lei que vigora é a lei da violência.
O homem dominou a terra por ser capaz de se beneficiar quando outros homens adentram em seu território, porque há a possibilidade de realizarem comércio ao invés de lutarem.
Dizer que a pobreza gera criminalidade é um grande insulto aos mais pobres, pois equivale a dizer que o pobre está justificado em cometer crimes, sendo que apenas os animais estão dispensados de respeitar a vida, liberdade e propriedade alheia.
Fora do respeito à propriedade reside o Império da Violência, pois a paz e a justiça se tornam impossíveis!
Por exemplo, na “sociedade” dos crocodilos o réptil maior e mais forte espera os menores caçarem para depois ir roubar seu alimento quando já estão cansados pela empreitada.
A tática vencedora consiste em fortalecer a si mesmo e enfraquecer os potenciais rivais, além de manter os outros animais em estado de fome obrigando-os a continuarem caçando e assim perpetuando o ciclo de dominação. (It’s super effective!)
Não fique chocado se acaso você notar muitas semelhanças entre o Grande Crocodilo do exemplo e o nosso Estado reptiliano. Isso significa apenas que você continua são!
O Estado é a ficção utilizada por burocratas para roubar e assassinar aqueles que prestam serviços úteis e desejados pela sociedade, enquanto mantém os cidadãos na miséria através de dificuldades artificiais.
Nos ensinam que a pobreza é que gera o crime para que não olhemos para o maior criminoso de todos! O crime é que gera pobreza! O desrespeito aos direitos do homem empobrece a comunidade e ataca os alicerces da vida em paz.
O ciclo de violação aos direitos do homem não é um acidente, mas o modus operandi perfeito pelo qual os burocratas podem se manter no poder, afinal os mesmos pobres gerados pelas arbitrariedades do Estado serão utilizados como justificativa para que a violação continue! É genial!
Os malefícios causados pelas ideias de Marx superam em muito os danos causados pelos conselhos dados por Maquiavel, pois enquanto este aconselhava como o príncipe poderia manter a população sob o seu poder, aquele ensinou ao povo como se perpetuar abaixo das rédeas do príncipe.
Tentar aliviar a pobreza através de medidas estatais e socializantes é como tentar curar olhos míopes com marteladas. Por isso é que os países com as “melhores” leis trabalhistas são aqueles dos quais os trabalhadores fogem.
Os mercados mais atrativos são aqueles nos quais a mão do Estado é pouco ativa. Na Austrália qualquer serviço braçal de baixa expertise técnica não paga menos que 20 dólares por hora e a oferta de empregos é abundante.
Onde está a mágica?
Mais impostos sobre os ricos?
Não. Isso é coisa de retardado!
Não há mágica alguma, nem mão invisível ou deus Mercado.
O que há é a aliança entre empreendedores e trabalhadores na busca por uma vida melhor sem a interferência “benigna” dos burocratas.
O Estado é que faz a mágica de criar dificuldades onde elas não existem, mas lembre-se! De acordo com seu amigo engajado e descolado é tudo em benefício dos pobres, animais que não podem mudar seus destinos senão por meio do Estado ou do crime.
O maior erro de George Orwell foi comparar os burocratas aos porcos em seu romance “A Revolução dos Bichos”, os burocratas são muito mais cruéis, dissimulados e violentos do que os porcos. O sangue do burocrata não é quente, mas reptiliano. O burocrata é o crocodilo do homem!
