Entretanto, a verdade é que PDFs aumentam as vendas de livros (e outros produtos) e os divulgam. Acho natural as pessoas terem prioridades em seus gastos, e nem tudo que elas querem consumir irá necessariamente ser o que querem pagar. Mesmo ficando apenas no âmbito da cultura. Se quiser falar de justiça (seja de receber pelo trabalho ou de acesso a cultura) é uma questão de idealismo que não sei se cabe, nem como o argumento contra o qual o texto se volta, nem como o argumento usado por ele para se defender. Infelizmente, as coisas não são tão simples.
Acho que, olhando o todo, é natural querer lutar contra a pirataria, mas vendo também suas funções. No âmbito do indivíduo, como disse, acho natural consumir mais do que o que se paga de cultura, e isso aumenta a exposição das obras, além de abrir novos mercados. Não que as empresas possam compactuar com isso, pois vai contra eu modelo de negócio, mesmo que não o fira realmente. Além disso, hoje o que dá dinheiro não é o consumidor de cultura, mas o fã, e ele gasta dinheiro não porque precisa para ter acesso, mas porque quer…. é necessário entender que não estamos mais no século XIX quando as coisas se limitavam a materialismos e limitações físicas básicas….