Boojack Hoorseman, uma série de animação depretensiosa e profunda.


Não tinha ideia do que era a série até um amigo do trabalho me falar “cara, você precisa assistir Bojack Horseman do Netflix”. A princípio, entender do que ela se trata é meio difícil: seu personagem principal é Bojack Horseman (deeeer!), um cavalo(!), que ator que fez nos anos 90 uma sitcom, onde ele era um jovem que nas suas indecisões da vida adota três crianças órfãs e e prossegue sua busca pela razão da vida. Sim, uma típica série de TV americana dos anos 80/90. Mas assim que a série acaba, Bojack não fez mais nada no mundo artístico. Desde então ele vive de beber, utilizar drogas, festas, mulheres e tudo mais, basicamente um Charlie Sheen no formato se um cavalo.

Conforme os episódios vão passando, temos contato com o cerne do que é o Bojack, um cara que não teve bons pais, seu maior ídolo foi uma farsa e alcançou o sucesso muito novo. Obviamente esta junção não poderia dar certo. E não da mesmo.

Ao longo dos episódios, Diane escreve sua biografia, como ghost-writer, e ele percebe que é mesquinho, insensível e só faz mal a todos ao seu redor, dentre eles seu melhor amigo, Todd, que tem a dublagem impecável de Aroon Paul, o Jessie Pinkman de Breaking Bad.

Juntando isso tudo, a série traz ótimas referências culturais a séries, filmes, livros e a cultura pop em geral, têm piadas hilárias e ainda aborda toda a cultura da sociedade do espetáculo que existe em hollywood e até em nossa própria vida. Bojack mostra em vários momentos sua mesquinharia, sua própria visão de mundo onde o que ele tem e representa é mais importante do que o que ele realmente é. Algo que não precisamos ir até holywood pra saber.

A série é composta por 12 episódios, com cerca de 22 minutos cada e já está disponível no Netflix Brasil dublada e legendada em Inglês, Espanhol e português. Recomendo fortemente que você veja e depois venha comentar comigo o que achou.