na estação seca
os gansos trocam bicadas
pelo virar de costas
aos turistas arregalados
.
na sobranceria da rocha
os olhares safados
os meios sorrisos
as garfadas de cores
e o amor lábio a lábio
entre investidas de sal
ao recolher da falésia
em ruína
.
o sol encrespando
a vel(h)a do barco,
a carrinha limando
o asfalto íngreme
.
e gárrulo expandindo,
cadente ao segundo,
colhendo o ar seco
(filtro de ver tudo Breve),
teu andar desprendido
atravessando o paço vermelho
da estação seca.
[para ti.]