Bullying é moeda de troca? Hugo Gloss posa de vítima em campanha da Netflix

Giovanna Ewbank, amiga declarada de Bruno (Hugo Gloss), compartilhou com orgulho a participação do amigo no comercial da série 13 Reasons Why

A série, todos vocês já conhecem: trata do bullying, em todos os aspectos. A imersão da série na realidade é incrível. Então, a Netflix, nas campanhas de divulgação, soltou esse vídeo com o tal Hugo Gloss desabafando sobre seu passado, e o que sofreu com o bullying.

Tudo bem, ele sofreu bullying, não se pode negar, afinal, é comprovado que ele é realmente, gay, preto, gordo (era) e etc. Mas em detrimento de sofrer bullying, isso dá um álibi pra ele praticar o bullying?!

Vejamos: quem chegou no Twitter atrasado (quase todo mundo), acha que o Bruno é só um blogueiro famoso. Mas adivinhem? Sim, vocês estão errados.

Bruno ficou conhecido usando um perfil falso do Christian Pior, personagem de Evandro Santo no Pânico. Ficando famoso às custas de outra personalidade, resolveu trocar o nome — de Christian Pior, foi pra Hugo Gloss, ambos os nomes referentes às marcas Christian Dior e Hugo Boss, pra quem não tenha localizado a “sacada”.

Há relatos de que Bruno, que trabalhava no Projac, ficava na espreita — como um abutre —, ouvindo conversas de famosos, esperando algo pra vir fofocar na internet. Isso é exatamente o que é combatido na série.

Adriana Birolli, a Isabel de “Viver a Vida”, ficou irritada com o famoso twitteiro Hugo Gloss, informou a colunista Mônica Bergamo, da “Folha de S.Paulo” desta sexta-feira (14). De acordo com o jornal, a atriz não gostou que uma conversa sua com Alinne Moraes e Lilia Cabral, no restaurante da emissora, estava sendo colocada no Twitter. O twitteiro estava na mesa ao lado das atrizes enquanto postava. Adriana chegou a tirar satifações e, em seguida, ele apagou os posts.

Netflix, Polishop, os superlegais da internet, sempre estão de olho nos influenciadores. E, aceitemos ou não, “Hugo Gloss”, até hoje, é um influenciador (culpa de quem? pensa aí). E algo mudou? Não. O blog do rapaz continua com uma seção de “baphos”. O grande erro dos anunciantes é não fazer uma pesquisa sobre quem são esses influenciadores, antes de usar a personalidade deles com efeito de representatividade.

Só tem um princípio moral da comunicação: vida privada não é entretenimento. E parece que nem os próprios erros de Bruno foram capazes de torna-lo uma pessoa melhor — talvez tenha acontecido o contrário.

Mais do que um momento de redenção, Bruno, na campanha, aparece com muita pretensão pra, talvez (oh, será? oooh…) conseguir lançar o carro chefe de seu sonho: deixar de ser sub celebridade. Ele tem esse direito, de entrar numa escola de artes cênicas e fazer o que quiser da sua vida. Mas, ao menos, que respeite a ocasião de um assunto sério como o tratado pela série. Não é a hora nem a vez de engajar um personal branding aproveitando o buzz de uma série tão delicada!

Estão achando que é implicância minha? Então vamos lá:

Eu poderia dar mais motivos, mas felizmente já tinha mais gente que pensa igual a mim, assim pude aproveitar os comentários acima.

Então, Netflix. Vocês erraram feio.

Mais celebridade fazendo bagunça? É, tem… Outra amigona de Bruno Rocha! Às vezes penso: a amizade dessas celebridades com esse cara mais parece uma situação de refém. Estão reféns do fofoqueiro?!