O desafio de ser levado a sério — a vida fora da Facebook Inc.

Como é a vida de quem se opõe solitariamente ao monopólio que faz o povo de refém

Texto escrito pelo celular, carece de revisão e reorganização de ideias.

Por anos eu tenho procurado um lugarzinho na internet. Sei que nasci pra ser um cara da internet, da tecnologia. Comecei a vida sendo banido daqui e dali, sempre divergente de tudo que as pessoas estavam fazendo no momento, procurando o próximo passo.

Hoje ainda tento me conciliar com o WordPress, pela maior amplitude de ferramentas, mas é um grito no vácuo.

Meses atrás eu estava em colaboração com uma publicação digital aqui no Medium, mas algumas coisas me fizeram relutar; como a falta de critérios pra definir um perfil editorial e pra fazer parceria com outros escritores; não dá pra escrever junto com os 'tudólogos’.

Passo horas procurando novas plataformas, e verificando se as plataformas atuais estão se modernizando no ritmo que preciso.

Está sendo um pouco complicado aceitar que o Wordpress está ficando obsoleto, para o tipo de texto que escrevo. E um ponto crítico é que eu não tenho nenhum fator x pras pessoas de repente passarem a me ‘levar a sério’ — e ainda que tivesse, não sou o tipo de pessoa que usaria como ferramenta de navegação social. Já fiz muita coisa legal, sim, mas seria interessante fazer coisas legais novamente sem precisar comprovar meu ‘histórico’.

De todas as análises que fiz, o Medium é a plataforma que mais se adapta ao que preciso; aqui eu posso separar, em uma publicação, tópicos diferentes — pra poder falar da minha vida, de questões mais profundas, e também do novo lançamento da Kylie Minogue, sem parecer que estou sem foco.

Eu não conseguiria fazer isso no Wordpress. Também sou muito apegado às ferramentas que eu acho o máximo — mas ninguém usa; Google Newsstand e Telegram, por exemplo — envio conteúdo para estes dois veículos. Mas infelizmente não passa de uma vaidade, pois não há nenhuma demanda para estes serviços, não que eu possa identificar.

Não sei se soa soberbo ou prepotente, mas também não sou uma pessoa que panfletaria freneticamente tudo o que faço na internet. Meus amigos, os melhores, sempre procuram saber onde estou. Os outros, sempre ficam surpresos quando digo que sim — há vida fora do Facebook.

É uma questão de confiança, né, de consideração. Você comenta com seus amigos sobre uma rede social ou um outro aplicativo que não seja Facebook, Instagram ou Whatsapp, e já te julgam como louco — o maluco que não pára em uma rede social.

Exatamente a mesma coisa que fizeram quando ficaram sabendo que eu usava Twitter e Facebook. Na faculdade de publicidade (é…) eu era chamado de desocupado porque usava o Twitter. E sabe o irônico? Hoje, a maioria deles trabalha na área. Eu, fiquei desempregado — já desisti de entender essas charadas do destino.

Eu queria dizer aqui, pra você que está lendo; significa muito que você tenha lido um ou mais textos meus. E vamos celebrar a cultura da vida fora da Facebook Inc.!

Foto no VisualHunt

Este texto tem tudo a ver com:

Pra mostrar pra vocês parte da minha aventura em busca da pluralidade da internet, vou mostrar pra vocês dois lugares legais que uso pra compartilhar conteúdo e momentos:

Canal do Telegram

Obrigado e até a próxima!
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