Comparando o TIDAL com outros serviços de streaming

Depois de me estressar com todos os serviços de streaming e suas falhas — tanto no aplicativo quando na maneira que lidam com o cliente -, encontrei uma alternativa no TIDAL.

No lançamento do TIDAL, eu fiz uma forte oposição ao projeto — por achar que era um movimento agressivo por parte de Jay-Z e outros artistas que até então acham que são “pouco bilionários”. Sem contar que, na falta de algo interessante na plataforma, apelaram para o boicote aos outros serviços — sim, algo sujo e desonesto.

TIDAL conseguiu juntar um monte de gente que não gosto: Kanye, Calvin Harris, Taylor Swift… Foi complicado lidar com isso e ter que ver Beyoncé e Chris Martin envolvidos.

(Pule para o próximo parágrafo em negrito se quiser ir direto ao ponto)

Neste período (2014), perdi muita estima por Beyoncé e outros artistas ligados ao TIDAL, pela postura gananciosa e pelo boicote aos outros serviços — até hoje, o álbum LEMONADE está disponível apenas no TIDAL.

Hoje, depois de perceber como é sem noção a política empresas que fazem apenas intermédio entre o material e o cliente. Aplicativos de táxi sem frota, aplicativos de música sem música original. Passei raiva com todos os aplicativos de taxi que conheço, hoje uso o da prefeitura, que está em fase beta.

Nos serviços de streaming, o Spotify me isolou do plano família porque eu estava viajando de férias em outro estado — então, pelo IP, eles consideraram que eu “não era parte da família”, pois não estava no mesmo endereço que os outros membros. Spotify é o ÚNICO serviço de streaming que exige o mesmo endereço pro plano família. Os outros serviços de streaming reconhecem como família qualquer pessoa que você queira dividir o plano (♥). Depois dessa palhaçada, cancelei imediatamente e mudei para o Google Play Music.

Como devem saber 4 de cada 5 projetos da Google são natimortos. Não fazem follow-up, não escutam o consumidor potencial. O Google Play Music é só um reprodutor de música e nada mais. Não pode seguir amigo, não tem uma aba de exploração relevante, não integra com Last FM, não tem nenhuma atualização relevante em anos.

O Deezer eu nem vou comentar. É um aplicativo que só de abrir, já dá vontade de fechar. O único serviço de streaming que eu tinha gosto de pagar era o Rdio. Foi o meu primeiro, e era perfeito de ponta a ponta: era definitivamente mais do que streaming; era um rede social de música. Eu podia seguir amigos, indicar músicas, conectar meu Last FM e deixar ele fazer o resto do serviço. Uma plataforma tão inteligente que, ao conectar o Last FM em apenas um dispositivo, ele reconhecia a conta em todos os outros. Mais um ótimo serviço que encerrou as atividades no país devido à porcaria da ditadura da maioria desinformada — somos sempre reféns da demanda popular do povo que não sabe de nada.

Essa semana, resolvi testar o TIDAL. Sim, tem integração com Last FM (mas funciona no começo, tive que voltar a usar o aplicativo do Last FM pra Android pra fazer o streaming), e o mais poderoso do TIDAL é a aba de descoberta. Ali tem fato uma curadoria interessante.

O único problema do TIDAL é um erro que também tem no Spotify: a função de enviar uma música para o fim da fila não existe. Existem dois botões: um “Reproduzir a Seguir” e outro “Adicionar às Seguintes”. Tecnicamente, seriam duas funções diferentes, mas elas fazem a mesma coisa: colocam a música escolhida pra tocar imediatamente após a música atual — interrompendo a sequência que você está escutando. Isso é bem chato, mas dá pra acostumar.

Outro erro que localizei: ele tem problemas pra baixar as músicas em segundo plano (com a tela travada).

Eu não posso dizer que o TIDAL é o melhor serviço de streaming, mas é aparentemente o menos pior, de modo geral.

A má notícia é: Jay-Z recentemente vendeu 33% das ações do TIDAL para uma empresa de telefonia. Parece que as coisas não vão bem, e como o serviço é bastante impopular (porque o infame Spotify domina o mercado apenas por popularidade, mesmo sendo cheio de defeitos), corre o risco de ser descontinuado.

Estou no período do mês grátis, e se até o final deste período eu não me decepcionar com alguma surpresa desagradável, é muito provável que eu saia do Google Music e comece a usar o TIDAL.